Tuchel aposta em Reece James e Bellingham no onze de Inglaterra frente à Croácia

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A ausência inesperada de Tino Livramento, afastado do Mundial devido a uma lesão na coxa, baralhou as contas de Thomas Tuchel, que está a braços com decisões cruciais para o onze titular de Inglaterra na estreia frente à Croácia. O seleccionador germânico prepara a estreia do Grupo L, esta quarta-feira, no Dallas Stadium, em Arlington, Texas, e só faltam limar os últimos detalhes para definir o onze que vai tentar começar a competição com uma vitória frente a um adversário bem conhecido dos ingleses.

Livramento, lateral-direito do Newcastle, lesionou-se durante um treino e foi imediatamente afastado do torneio, obrigando Tuchel a mexer na linha defensiva. Trevoh Chalobah foi chamado para substituir Livramento, mas só se juntará à equipa após o jogo inaugural. Assim, Reece James, do Chelsea, deverá ser o dono da lateral direita frente aos croatas, situação que já era expectável entre adeptos e observadores. Outro dos temas quentes prende-se com a posição 10, onde a luta entre Jude Bellingham, estrela do Real Madrid, e Morgan Rogers, que ganhou protagonismo na qualificação, promete não dar tréguas até ao momento do apito inicial.

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Tuchel, que na semana passada afirmou que tinha “14 ou 15 titulares”, vê-se obrigado a tomar decisões de última hora devido à elevada qualidade e profundidade do plantel. “Tenho algumas posições ainda em aberto, mas sei que qualquer escolha será sempre de alto nível”, afirmou o treinador alemão, após o amigável com a Costa Rica, onde Inglaterra venceu de forma convincente por 3-0 em Orlando. Tudo indica que o onze desse jogo será a base para o confronto com a Croácia, com Bellingham a partir em vantagem sobre Rogers para ocupar o papel de maestro ofensivo.

No flanco esquerdo, Marcus Rashford, emprestado pelo Manchester United ao Barcelona, enfrenta a concorrência direta de Anthony Gordon, que trocou o Newcastle pelo clube catalão este verão. A situação contratual de Rashford, ainda sem saber se o Barça avançará para uma contratação definitiva, adiciona um ingrediente extra a esta disputa. A incerteza paira e Tuchel mantém o suspense: “Ambos têm mostrado grande qualidade. Será uma escolha difícil, mas tenho total confiança em quem lançar”, declarou na conferência de imprensa de antevisão.

No eixo defensivo, a indefinição permanece entre Marc Guehi, John Stones e Ezri Konsa, com duas vagas para três candidatos. Apesar de muitos apostarem em Guehi como presença certa, foram Konsa e Stones os escolhidos para iniciar o particular diante da Costa Rica, sinal claro das dúvidas que persistem no pensamento do seleccionador. O leque de opções permite a Tuchel pensar também nos suplentes, já que o novo regulamento permite cinco substituições, sendo o alemão adepto da teoria dos “finalizadores” vindos do banco para mexer com o jogo.

A estreia de Inglaterra nesta fase de grupos é vista como crucial para as aspirações da equipa, não só pelo valor da Croácia, adversário sempre complicado, mas também pelo peso psicológico de um arranque vitorioso num Mundial. Uma vitória poderá colocar pressão adicional em Itália e Senegal, os outros membros do grupo, e dar margem de manobra para eventuais rotações nos jogos seguintes. Por outro lado, um tropeço pode obrigar Tuchel a mudanças drásticas e a repensar as opções para os encontros seguintes.

Com a polémica ausência de Livramento, a ascensão de Bellingham e o duelo entre Rashford e Gordon, a selecção inglesa chega a esta estreia envolta em expectativa, mas também com confiança redobrada na qualidade do seu plantel. O próprio Bellingham, questionado sobre a possível titularidade, não escondeu a ambição: “Quero jogar e ajudar Inglaterra a ganhar. Estamos preparados para qualquer desafio”, garantiu o médio do Real Madrid após o treino de segunda-feira.

O encontro com a Croácia assume-se, assim, como um verdadeiro teste ao pulso da Inglaterra versão Tuchel, que aposta numa mescla entre juventude e experiência para alcançar o sonho mundialista. Os próximos dias serão decisivos para clarificar as últimas dúvidas, mas uma coisa é certa: a luta pela titularidade está ao rubro e nenhum lugar está garantido até ao apito inicial.

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