No universo vibrante do futebol, poucos clubes têm a capacidade de gerar paixão e debates acalorados como o Newcastle United. Recentemente, Adam Hope, vocalista da banda The Pale White e fervoroso adepto dos Magpies, partilhou as suas reflexões sobre a atual temporada do clube, que não tem sido nada fácil. Com um olhar atento aos altos e baixos do Newcastle, Hope fala sobre as suas memórias, a evolução da equipa e a necessidade de mudança sob a liderança de Eddie Howe.
Desde que nasceu em Wallsend, Adam Hope revela que a sua relação com o Newcastle foi um amor tardio. “O meu pai é de Sunderland, então imaginem as provocações que sofria na escola. Foi algo que me afastou do clube por um tempo, mas o destino tem uma forma peculiar de nos levar de volta ao que amamos”, confessa. A sua devoção pela equipa cresceu com o tempo, especialmente ao recordar momentos marcantes, como o histórico 201º golo de Alan Shearer, que se tornou o máximo goleador do clube, um feito que Hope teve a sorte de testemunhar ao vivo.
Mas como está realmente o Newcastle nesta temporada? Hope não hesita em apontar os problemas que têm afetado a equipa. “A complacência tem sido o nosso maior inimigo. Independentemente de estarmos a ganhar ou a perder, acabamos sempre a repetir os mesmos erros”, afirma. Ele menciona também a infelicidade das lesões e a falta de entrosamento entre os novos jogadores, como Woltemade e Wissa, como fatores que têm dificultado a performance do clube. “Neste momento, o nosso objetivo é manter-nos à tona e garantir um lugar no top 10. É tudo o que podemos pedir”, diz Hope, refletindo a frustração de muitos adeptos.
O papel de Eddie Howe como treinador é outro ponto crucial na análise de Hope. “Adoro o Eddie, mas a previsibilidade das suas escolhas está a custar-nos caro. As substituições que faz na 67ª minuto tornaram-se um padrão que os adversários conhecem bem. Ele precisa de se arriscar e trazer algo novo para a mesa”, critica. Para o vocalista, uma abordagem mais ofensiva poderia ser a chave para desbloquear o potencial do Newcastle, algo que foi evidente nas raras ocasiões em que a equipa se mostrou mais atrevida em campo.
E o que dizer da conquista do Carabao Cup no ano passado? Hope recorda com emoção o dia em que viu a sua equipa quebrar anos de frustração. “Estivemos num espaço de fãs, tocámos algumas músicas acústicas e depois assistimos ao jogo no The Cluny. A eletricidade no ar era palpável antes do apito inicial. Quando o jogo terminou, ver todos aqueles anos de dor a serem ultrapassados foi surreal”, relata, transmitindo a paixão e a esperança que permeiam a comunidade dos adeptos.
Com a nova música “Absolute Cinema” já disponível e o terceiro álbum, “Inanimate Objects of the 21st Century”, a caminho em março, Adam Hope continua a expressar a sua luta e amor pelo Newcastle, unindo a sua carreira musical à paixão pelo futebol. Em tempos difíceis, a música e o desporto permanecem interligados, oferecendo um escape e um sentido de pertença para muitos, especialmente para aqueles que, como Hope, seguem a equipa de coração.
