Ruben Dias garante que críticas a Ronaldo não afetam selecção nacional

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As críticas ferozes ao desempenho de Portugal e, sobretudo, ao capitão Cristiano Ronaldo não abalaram minimamente a confiança do balneário luso, garante Rúben Dias. O empate desapontante frente à República Democrática do Congo, na estreia do Mundial, deixou adeptos e comentadores ao rubro, mas o central português assegura que o grupo está blindado contra a “barulheira” exterior.

Na passada sexta-feira, Rúben Dias abordou publicamente a onda de contestação que se abateu sobre a selecção nacional após o empate a uma bola com o Congo, adversário que regressou ao Mundial ao fim de 52 anos de ausência. Portugal dominou a posse de bola, com 740 passes completados, mas mostrou uma preocupante ineficácia ofensiva, conseguindo apenas um remate enquadrado à baliza. O resultado e a exibição apagada de Cristiano Ronaldo, que aos 41 anos soma já dez jogos consecutivos sem marcar em grandes competições desde o Mundial 2022, serviram de combustível para as críticas incisivas, tanto nas redes sociais como nos espaços de comentário televisivo.

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Este empate, para muitos, representa um balde de água fria nas aspirações lusas, alimentando dúvidas quanto à capacidade real da equipa em repetir feitos recentes. A pressão aumenta sobre Cristiano Ronaldo, que, apesar de ser o melhor marcador da história do futebol internacional, parece viver uma crise de finalização nos momentos decisivos. O panorama torna-se ainda mais tenso perante declarações como as do ex-internacional francês Thierry Henry, que, em análise na Fox, não poupou críticas ao capitão português: “Uma coisa é importante: é a equipa que tem de marcar, não tu. O Ronaldo está a impedir colegas em melhor posição de fazerem o golo”, afirmou Henry, acusando o avançado luso de procurar a glória pessoal em detrimento do colectivo.

Face ao ruído mediático, Rúben Dias foi peremptório no centro de estágio da selecção: “A crítica não é significativa para nós, é ruído e faz parte da competição… É tudo barulho”, garantiu o defesa, sublinhando o espírito de união do grupo. “Acontece sempre que tens um jogo que não corre bem. Estamos a fechar-nos à crítica desnecessária”, reforçou, mostrando-se indiferente à pressão externa.

Sobre o seu capitão, o central do Manchester City não hesitou em sair em defesa de Ronaldo, salientando o historial de resiliência mental do astro português. “O Cristiano está habituado a lidar com a pressão mediática que normalmente enfrentamos no clube, na selecção, nos Mundiais, Europeus”, referiu Dias, acrescentando: “Neste tipo de competição nunca é perfeito… Só se pode ganhar se jogarmos bem jogo a jogo.” Estas palavras, proferidas após o treino de sexta-feira, mostram um balneário que recusa apontar o dedo a Ronaldo e prefere focar-se no colectivo.

Recuperado da lesão que o afastou do onze inicial frente ao Congo, Rúben Dias declarou-se apto para o próximo desafio da fase de grupos, marcado para terça-feira diante do Uzbequistão. O defesa antecipou dificuldades semelhantes às encontradas frente ao Congo, já que espera um adversário igualmente recuado e organizado defensivamente. “Venho de jogar a maioria dos meus jogos no clube contra equipas que usam uma linha de cinco atrás, por isso tenho uma ideia muito clara do que é necessário”, analisou Dias, frisando a importância da disciplina posicional: “Respeitar a disciplina posicional torna-se decisivo nestes jogos. Acredito que temos jogadores com qualidade suficiente para, ao respeitarmos as nossas posições e tomarmos as decisões certas, fazermos a diferença.”

O futuro imediato da selecção portuguesa depende agora da resposta no relvado. O encontro com o Uzbequistão assume contornos decisivos: um novo deslize pode complicar o apuramento e aumentar ainda mais o escrutínio sobre Roberto Martínez e as suas escolhas. Rúben Dias, ao garantir que o grupo está unido e imune à pressão externa, lança o alerta à navegação: Portugal está pronto para dar a volta por cima e calar os críticos onde mais importa — dentro das quatro linhas.

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