Jeremy Doku protagoniza um dos regressos mais aguardados pela Bélgica no Mundial, após ter estado ausente para assistir ao nascimento do seu primeiro filho – um momento que o próprio descreveu como “a assistência mais importante da vida”. O extremo do Manchester City volta agora a integrar a concentração dos Diabos Vermelhos nos Estados Unidos, onde a sua presença é vista como essencial para o que resta da fase de grupos, sobretudo num cenário delicado para a selecção belga.
O internacional belga esteve afastado da equipa durante dois dias, tendo viajado até Londres para acompanhar a mulher neste momento único. Doku falhou o empate a zero frente ao Irão devido a uma doença respiratória, mas rapidamente recuperou e recebeu autorização para se deslocar ao Reino Unido. Esta terça-feira, a Federação Belga de Futebol oficializou o regresso do jogador com uma publicação nas redes sociais: “De volta depois da assistência mais importante da vida”, acompanhada de uma fotografia de Doku sorridente com os colegas.

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A ausência de Doku fez-se sentir num ataque belga que, sem a sua criatividade e velocidade, acabou por não conseguir bater o guarda-redes iraniano. Apesar de só ter somado dois pontos nas duas primeiras jornadas do Grupo G, a Bélgica mantém intactas as hipóteses de apuramento, mas precisa urgentemente de uma vitória no próximo encontro, agendado para sábado, diante da Nova Zelândia. A expectativa em torno do regresso de Doku é máxima, com adeptos e equipa técnica a depositarem confiança no seu contributo para inverter o ciclo de empates.
O próprio Doku partilhou a emoção do momento, numa mensagem sentida nas redes sociais, pouco antes de voltar aos treinos: “Shireen e Praise estão ótimos e o meu coração está cheio de gratidão. Dar as boas-vindas ao meu filho ao mundo é uma das maiores bênçãos que Deus me deu. Agradeço à equipa pelo apoio, agora é hora de voltar ao futebol e representar o meu país no maior palco.” Estas palavras, proferidas pelo extremo na tarde de terça-feira, mostram o equilíbrio entre o lado pessoal e o compromisso profissional que Doku assume.
Também Arthur Theate, defesa-central da Bélgica, salientou a importância deste regresso pouco antes do treino de terça-feira: “Estamos muito felizes por tê-lo de volta. É um jogador importante, uma parte crucial da equipa, em todos os aspetos. Por isso, espero que nos ajude o máximo possível no próximo jogo.” O discurso do colega de balneário reflecte o espírito de união no grupo e o reconhecimento do papel determinante que Doku pode desempenhar neste Mundial.
O regresso do extremo não só devolve opções ofensivas ao seleccionador, como pode ser o fator decisivo num grupo onde cada ponto conta. A Bélgica, com apenas dois pontos após os empates frente a Irão e outro adversário, está pressionada a vencer a Nova Zelândia. Uma vitória relança as aspirações de apuramento e pode transformar Doku no herói improvável desta campanha, depois de uma ausência marcada por motivos mais do que nobres.
A expectativa é que Doku, motivado pelo momento pessoal e pela vontade de corresponder às expectativas, entre em campo com a ambição de fazer a diferença. Os próximos dias serão decisivos para a Bélgica, que precisa de mostrar argumentos para justificar o estatuto de favorita no grupo. Resta agora saber se a “assistência” fora dos relvados se traduzirá em assistências e golos que possam manter a Bélgica viva no maior palco do futebol mundial. O duelo com a Nova Zelândia promete emoções fortes e pode marcar o verdadeiro início da caminhada belga nesta edição do Mundial.
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