O apuramento de Portugal para a fase seguinte do Mundial’2026 ficou por um fio após o Equador surpreender a Alemanha, vencendo e complicando as contas lusas. Um resultado que poucos previam veio abalar a confiança dos adeptos portugueses, deixando o sonho do apuramento imediato adiado e a depender de terceiros. A formação orientada por Roberto Martínez, que parecia já ter um pé nos 16 avos de final, vê-se agora obrigada a manter a calculadora à mão e a torcer por resultados alheios.
Na noite desta segunda-feira, o Equador bateu a poderosa Alemanha e assegurou a qualificação para os 16 avos de final do Mundial’2026, ao concluir a fase de grupos como um dos melhores terceiros classificados. A formação sul-americana igualou a Bósnia e Herzegovina – ambas terminaram com quatro pontos – e deixou Portugal numa posição delicada. Os lusos, que somam igualmente quatro pontos e uma diferença positiva de golos (+5), teriam garantido matematicamente a passagem se o Equador tivesse empatado ou perdido frente aos germânicos. Agora, resta-lhes esperar que, pelo menos, mais um terceiro classificado de outros grupos termine abaixo da fasquia dos quatro pontos para garantir, no mínimo, o apuramento como um dos oito melhores terceiros classificados.

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Este desenlace inesperado no grupo do Equador faz perigar o avanço automático de Portugal, que já contava com a passagem praticamente assegurada antes do confronto decisivo contra a Colômbia. Com a vitória equatoriana, o grupo de melhores terceiros classificados está mais congestionado e a margem de manobra para os portugueses reduziu-se drasticamente. O apuramento já não está nas suas mãos e a expectativa instala-se entre adeptos e equipa técnica, conscientes de que um deslize no último jogo pode ser fatal, caso outros grupos apresentem terceiros com mais pontos ou melhor diferença de golos.
No rescaldo do encontro, Roberto Martínez não escondeu a frustração com o desfecho: “Sabíamos que a vitória do Equador complicaria as contas. Agora, cabe-nos focar no nosso jogo e garantir, dentro de campo, aquilo que deixámos escapar por entre os dedos”, afirmou o seleccionador nacional na conferência de imprensa após tomar conhecimento do resultado. Também Bruno Fernandes, médio dos lusos, deixou claro que a equipa está pronta para enfrentar a pressão: “Não podemos depender de ninguém. Cabe-nos entrar com tudo frente à Colômbia e garantir o apuramento sem calculadoras.” Estas palavras ecoam o sentimento do balneário, que sente a responsabilidade de não desiludir um país inteiro.
A pressão aumenta sobre Portugal, que, apesar dos quatro pontos e da vantagem na diferença de golos, não pode facilitar no embate com a Colômbia. Qualquer deslize pode significar uma saída precoce de uma competição onde as expectativas são elevadas, alimentadas pelo percurso sólido na qualificação e pela presença de estrelas internacionais no plantel. Para além disso, falhar o apuramento seria um duro golpe para a reputação de Roberto Martínez e colocaria em causa o futuro imediato do selecionador à frente das quinas.
O próximo jogo, frente à Colômbia, assume agora contornos de autêntica final. Só a vitória garante desde logo o apuramento, enquanto um empate ou derrota obriga Portugal a esperar por uma conjugação de resultados nos restantes grupos. A equipa técnica e os jogadores estão bem cientes da importância de não deixar o destino nas mãos de terceiros, apostando todas as fichas num desempenho convincente e sem margem para erros. O país inteiro estará de olhos postos no relvado, esperando que a selecção das quinas volte a mostrar o futebol que a tornou temida no panorama internacional e carimbe, finalmente, a passagem para os 16 avos de final do Mundial’2026.
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