Lionel Messi, Kylian Mbappé e Erling Haaland destacaram-se de forma absolutamente avassaladora e conquistaram um lugar no Onze da Fase de Grupos do Mundial, segundo a avaliação do novo sistema de ratings da Flashscore. O trio de superestrelas não só liderou as suas selecções rumo aos oitavos-de-final, como também pulverizou recordes e deixou os adversários em puro estado de alerta, confirmando o estatuto de lendas vivas do futebol mundial.
O fecho da fase de grupos trouxe consigo um turbilhão de emoções e surpresas, com 48 selecções a lutarem pela sobrevivência e a deixarem tudo em campo. Entre as principais figuras, Messi (Argentina), Mbappé (França) e Haaland (Noruega) foram os nomes mais sonantes deste arranque de Mundial, garantindo a presença no melhor onze da fase, elaborado pela Flashscore com base na média de classificação individual. Para integrar esta selecção de elite, cada jogador teve de cumprir pelo menos 150 minutos de utilização. Patrick Beach (Austrália), Marc Guehi (Inglaterra), Pau Cubarsi e Aymeric Laporte (Espanha), Ousmane Dembélé, Michael Olise (ambos França), Leandro Trossard (Bélgica) e Vinícius Júnior (Brasil) completam o leque de eleitos.

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Esta escolha é de extrema relevância, pois espelha não só o impacto dos grandes jogadores, mas também o peso que as suas exibições têm nos destinos das respectivas selecções. Com a fase a eliminar à porta, a pressão está ao rubro e os olhos do mundo concentram-se nestes atletas, que carregam nos ombros as esperanças de milhões de adeptos. Messi, aos 39 anos, continua a desafiar o tempo, agora como melhor marcador de sempre em fases finais de Mundiais, enquanto Haaland empurrou a Noruega para o primeiro apuramento em quase três décadas. Mbappé, por seu lado, tornou-se o melhor marcador da história da selecção francesa em Mundiais, cimentando a sua aura de predestinado.
Após a vitória categórica da Austrália sobre a Turquia, Tony Popovic, seleccionador australiano, explicou a aposta em Patrick Beach na baliza: “Sabíamos que era uma decisão arriscada, mas o Beach demonstrou estar à altura, especialmente com aquelas oito defesas fantásticas na estreia.” O jovem guarda-redes foi determinante para o segundo lugar do grupo, garantindo um empate frente ao Paraguai e valendo à Austrália um duelo com o Egipto nos oitavos.
No eixo defensivo, Marc Guehi, relegado para o banco no arranque, impôs-se como patrão da defesa inglesa nos jogos seguintes, frente ao Gana e ao Panamá. Destacou-se nas acções defensivas, liderando em cortes, recuperações e duelos ganhos. Sobre o seu rendimento, Gareth Southgate, seleccionador inglês, comentou na conferência de imprensa: “O Guehi mostrou maturidade e uma capacidade de liderança que vão ser cruciais se quisermos conquistar o segundo título mundial.” Pau Cubarsi e Aymeric Laporte, ambos da Espanha, foram igualmente decisivos numa equipa que ainda não sofreu golos e que aposta fortemente na posse de bola. Cubarsi, com 98,3% de eficácia no passe, e Laporte, com domínio aéreo e progressão ofensiva, revelaram-se intransponíveis.
No meio-campo, Ousmane Dembélé calou os críticos franceses ao explodir com um hat-trick relâmpago diante da Noruega, após ter sido reposicionado na ala direita por Didier Deschamps. “A mudança de posição foi o clique que faltava”, reconheceu Deschamps após o encontro, sublinhando a versatilidade do extremo do PSG. Michael Olise, recém-eleito Jogador da Época do Bayern Munique, brilhou como maestro na posição 10, distribuindo três assistências e liderando em passes decisivos. “Estou confortável aqui, sinto que posso dar tudo pela equipa”, afirmou Olise após o apuramento da França. Leandro Trossard (Bélgica) foi a alma dos belgas, com dois golos, 13 ocasiões criadas e uma exibição magistral no triunfo frente à Nova Zelândia. Vinícius Júnior, por sua vez, dissipou dúvidas sobre o seu valor com quatro golos e uma assistência, sendo o maior pesadelo dos defesas adversários.
No ataque, Messi continua a desafiar a lógica, com um hat-trick frente à Argélia e um livre directo decisivo contra a Jordânia. O argentino, agora líder da corrida à Bota de Ouro, prepara-se para defrontar Cabo Verde nos oitavos, depois de ultrapassar Miroslav Klose como melhor marcador da história dos Mundiais (19 golos). “Só quero ajudar a minha selecção a conquistar mais um troféu”, garantiu Messi, visivelmente emocionado na zona mista. Haaland, com quatro golos em apenas dois jogos, leva a Noruega a sonhar e promete ser o pesadelo da Costa do Marfim na próxima ronda. Kylian Mbappé, com 16 golos em fases finais e apenas 27 anos, parece imparável, tendo ainda somado duas assistências no último jogo da fase de grupos.
Com o arranque dos oitavos-de-final, as expectativas estão ao rubro. França, Espanha e Argentina surgem como principais candidatas, mas a inspiração destes craques pode desequilibrar qualquer eliminatória. O desempenho colectivo será essencial, mas num Mundial em que as estrelas brilham com intensidade rara, tudo pode acontecer. Resta saber se Messi, Mbappé e Haaland continuarão a escrever a história ou se novos protagonistas vão emergir para surpreender o mundo.
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