Zach Johnson desafia favoritos com arranque impressionante no John Deere Classic

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Um veterano de 50 anos acaba de abalar o mundo do golfe com uma exibição surpreendente na abertura do John Deere Classic de 2026, uma prova que distribui 8,8 milhões de dólares em prémios e onde todos esperavam ver apenas as jovens promessas a brilhar. Zach Johnson, longe de se resignar ao papel de figurante ou de “lenda viva”, lançou um aviso de peso: está em campo para vencer, não para recordar feitos antigos.

No TPC Deere Run, em Illinois, Johnson apresentou-se com uma confiança inabalável, ignorando por completo as questões sobre a sua idade avançada ou a suposta inevitabilidade da transição para o circuito de veteranos, o PGA Tour Champions. Na conferência de imprensa após a primeira volta, foi directo ao assunto: “Fiz uma volta de uma abaixo do par hoje. Senti que deixei muito por fazer, mas também pode ser que ontem tenha conseguido algumas que talvez não devesse, por isso talvez fique ela por ela”, revelou o norte-americano, mostrando-se pragmático. “Sim, não sei. Tenho uma oportunidade. É tudo o que posso pedir. Não vou sentar-me aqui a dizer que estou surpreendido. Não me vou contentar por ter passado o cut. Estou aqui como concorrente, a tentar demolir este campo de golfe”, atirou, deixando clara a sua ambição.

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Zach Johnson, que chega à prova como um dos nomes mais experientes do circuito, assinou uma primeira volta quase perfeita: sete abaixo do par (64 pancadas), apenas manchada por um bogey no buraco 9. Pelo caminho, coleccionou birdies nos buracos 1, 5, 8, 10, 14 e 18, e ainda um espectacular eagle no 17, com um drive de 301 jardas, seguida de um segundo shot de 245 jardas e um putt de eagle de 14 metros. Não foi só no resultado que impressionou: terminou empatado no terceiro lugar do campo em SG: Total (5.799) e foi terceiro isolado em SG: Around the Green (2.256). No final do dia, ficava apenas a um shot dos líderes, Lucas Glover e Zac Blair.

Na segunda volta, Johnson conseguiu um resultado de uma abaixo do par (70), com quatro birdies e três bogeys. Curiosamente, a sua precisão no drive subiu dos 71,43% para uns espectaculares 85,71%, embora a performance nas imediações do green tenha decaído. “Acho que os dois dias se equilibram”, comentou Johnson, que, apesar de uma segunda volta mais discreta, segue empatado no 9.º lugar da tabela — aguardando ainda que muitos jogadores terminem a sua segunda ronda.

Esta prestação não é obra do acaso. Johnson não é apenas um nome grande no John Deere Classic: é uma autêntica instituição neste torneio, onde participa pela 24.ª vez consecutiva. “É como responder ao chamamento de casa”, costuma dizer sobre o regresso anual a este palco. Cresceu em Cedar Rapids, Iowa, a menos de 150 quilómetros de TPC Deere Run, e já venceu aqui, em 2012, após um duelo épico com Troy Matteson decidido no playoff. Ao longo das suas participações, soma uns impressionantes 240 abaixo do par neste torneio, um registo que poucos conseguem igualar.

Quando confrontado sobre o seu futuro e sobre a possibilidade de jogadores mais velhos vencerem ainda no PGA Tour, Johnson não hesitou: “Há jogadores no PGA Tour Champions que ainda podem sair daqui e vencer no PGA Tour”, garantiu, sem rodeios. Entre os nomes que saltam à vista estão Steve Stricker, Bernhard Langer e Vijay Singh, exemplos claros de que a idade pode ser apenas um número quando se trata de talento e experiência.

O impacto desta afirmação não se limita a Johnson: representa uma afronta ao conformismo e uma inspiração para todos os que acreditam que a longevidade é compatível com ambição. O veterano não está a fazer um “tour de despedida” — está, sim, a lutar por mais um título, a desafiar a nova geração e a provar que a chama da competição continua bem viva.

Com duas voltas de enorme qualidade, Zach Johnson lançou-se novamente na luta por um lugar cimeiro no John Deere Classic. O que aí vem é uma incógnita, mas a pressão está agora do lado dos mais novos, que já perceberam que o “velho leão” está mais do que disposto a lutar pela vitória até ao último buraco. Se conseguir manter o nível de consistência e agressividade demonstrado, pode perfeitamente voltar a escrever história — e, quem sabe, dar mais uma lição inesquecível à nova vaga do golfe mundial.

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