Argentina resiste susto e garante lugar nos oitavos do Mundial 2026

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Um autêntico drama eclodiu nos oitavos-de-final do Mundial 2026, com gigantes a tremerem perante adversários improváveis e surpresas a cada minuto. O dia ficou marcado por decisões nos penáltis, eliminações inesperadas e feitos históricos que prometem ficar na memória dos adeptos de futebol por muitos anos.

A sexta-feira encerrou a fase dos oitavos-de-final do Campeonato do Mundo com o Egipto, a Argentina e a Colômbia a carimbarem passagem para os oitavos, deixando pelo caminho a Austrália, Cabo Verde e o Gana. O jogo entre o Egipto e a Austrália, realizado em Houston, foi um autêntico teste aos nervos, prolongando-se até aos penáltis após 120 minutos em que nenhuma das equipas conseguiu desfazer o empate a uma bola. Já em Miami, a Argentina, liderada por Lionel Messi, sobreviveu a um autêntico susto frente ao surpreendente Cabo Verde, vencendo por 3-2 após prolongamento. Em Kansas City, a Colômbia não deu hipóteses ao Gana, vencendo por 2-0 e confirmando o favoritismo.

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Estes resultados são especialmente relevantes para o panorama do Mundial. O Egipto reforça o estatuto de outsider perigoso, enquanto a Argentina mostrou fragilidades preocupantes para quem é campeã em título. Cabo Verde, apesar da eliminação, despede-se com uma das melhores campanhas de sempre de uma selecção africana, conquistando o respeito dos adeptos e adversários. A Colômbia, por sua vez, mantém vivo o sonho de repetir as proezas de gerações douradas, ao passo que o Gana confirma a sua decadência competitiva.

O duelo entre Egipto e Austrália foi marcado por decisões polémicas do seleccionador australiano, Tony Popovic, que arriscou tudo ao substituir o guarda-redes titular Patrick Beach pelo veterano Mat Ryan antes dos penáltis. Popovic baralhou ainda a ordem dos marcadores, apostando no defesa central Harry Souttar para o primeiro remate. O resultado foi trágico para os australianos: “Popovic sempre foi acusado de ser demasiado fiel aos 'seus' jogadores como Ryan e Souttar. Vai ouvir ainda mais críticas quando regressar a casa com a sua equipa justamente derrotada”, comentaram analistas após o encontro.

No final do jogo, o seleccionador egípcio, visivelmente emocionado, afirmou: “Esta equipa tem uma força mental extraordinária. Sabíamos que íamos sofrer, mas nunca deixámos de acreditar.” Mohamed Salah, estrela maior do Egipto, acrescentou: “A Austrália é um adversário duro, mas merecemos esta passagem.” Do lado australiano, Tony Popovic justificou-se: “Achei que a experiência do Mat Ryan seria decisiva. Assumo as minhas decisões.” O Egipto venceu por 4-2 nas grandes penalidades, após empate a uma bola no tempo regulamentar.

Em Miami, Lionel Messi igualou um recorde de 70 anos de assistências em Mundiais, mas o verdadeiro destaque foi a actuação épica de Cabo Verde. Contra todas as probabilidades, a selecção africana obrigou a campeã do mundo a suar até ao limite, arrancando aplausos até dos adeptos argentinos presentes nas bancadas. O guarda-redes Vozinha, o defesa Steven Moreira e o lateral Sidny Lopes Cabral foram protagonistas de um duelo memorável, com Cabo Verde a empatar já no prolongamento graças a um golo de antologia de Sidny Lopes Cabral. “Foi um momento incrível, nunca vou esquecer este golo”, confessou Cabral no final do encontro. Apesar da derrota por 3-2, Cabo Verde despede-se como a mais pequena nação de sempre a chegar aos oitavos-de-final de um Mundial, com apenas meio milhão de habitantes.

Por fim, a Colômbia confirmou em Kansas City o favoritismo frente ao Gana, resolvendo cedo o jogo com um golo de Jhon Arias aos 14 minutos. O Gana, que surpreendera ao empatar com a Inglaterra na fase de grupos, foi incapaz de contrariar o domínio colombiano. “Sabíamos que tínhamos de marcar cedo e controlar o jogo. Cumprimos o plano à risca”, afirmou Jhon Arias após o apito final.

Com estes desfechos, o Mundial ganha ainda mais emoção e imprevisibilidade. O Egipto prepara-se agora para defrontar adversários de peso nos oitavos, enquanto a Argentina terá de corrigir fragilidades se quiser revalidar o título. A Colômbia mantém-se como uma das equipas mais sólidas e perigosas da competição. O adeus de Cabo Verde ficará para sempre como um dos grandes contos de superação deste Mundial.

À entrada para os oitavos-de-final, a pressão aumenta sobre as selecções favoritas, que já perceberam que neste Mundial ninguém está a salvo de surpresas. Resta saber quem conseguirá resistir ao peso da história e quem ficará pelo caminho, surpreendido por adversários que, mesmo sem levantar o troféu, já conquistaram o coração dos adeptos.

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