Inglaterra pondera usar Viagra para combater altitude frente ao México

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A selecção inglesa poderá recorrer ao inesperado para tentar superar um dos desafios mais duros da sua história recente: enfrentar o México nos oitavos de final do Mundial 2026, numa altitude a rondar os 2.200 metros na mítica Cidade do México. O Estádio Azteca será palco de um duelo em que não só o talento, mas a ciência e a medicina desportiva poderão decidir quem avança, com relatos a apontar para uma solução invulgar — o uso de Viagra — como arma secreta dos ingleses para combater os efeitos debilitantes da altitude.

A equipa orientada por Thomas Tuchel aterrou na capital mexicana dois dias antes do encontro, numa tentativa de adaptação acelerada às condições atmosféricas extremas. Contudo, especialistas médicos já alertaram que seriam necessárias, pelo menos, três semanas para o organismo dos jogadores se habituar plenamente à rarefacção do oxigénio e à pressão atmosférica mais baixa. Apesar da preparação intensiva, o tempo escasso coloca os ingleses em clara desvantagem física face aos mexicanos, habituados a jogar nestas condições. Face a este cenário, circulam informações nos media internacionais — nomeadamente TalkSPORT, The Sun e Marca — de que os responsáveis da selecção inglesa ponderam recorrer ao sildenafil, ingrediente activo do Viagra, como solução médica para ajudar os atletas a suportar melhor o esforço ao longo dos 90 minutos.

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A justificação para esta estratégia reside na acção do medicamento: o sildenafil é conhecido por baixar a pressão arterial nos pulmões, facilitando a circulação sanguínea e, consequentemente, reduzindo a sensação de fadiga, tonturas e falta de ar, sintomas clássicos da altitude. Apesar de ser mais conhecido como tratamento para a disfunção eréctil, o seu uso em contexto de alta montanha tem vindo a ser estudado pela comunidade científica. Todavia, como referiu The Sun, os estudos indicam que o impacto da substância só seria realmente significativo a altitudes superiores a 4.000 metros — bastante acima dos 2.200 metros da Cidade do México — podendo, por isso, o efeito ser limitado neste caso específico.

Importa sublinhar que, mesmo que optem por esta via, não existe qualquer impedimento regulamentar: o Viagra não integra a lista de substâncias proibidas pela Agência Mundial Antidopagem (WADA) para 2026, permitindo que a equipa inglesa recorra à substância sem risco de sanções disciplinares. Esta possibilidade pode ser vista como uma tentativa desesperada de nivelar o terreno de jogo, dada a clara desvantagem fisiológica, e revela a pressão que recai sobre Tuchel, que nunca enfrentou tamanha adversidade num jogo decisivo de uma grande competição.

Thomas Tuchel abordou o tema da preparação física em conferência de imprensa este sábado, sem confirmar nem desmentir o recurso a substâncias como o Viagra, mas admitindo a dificuldade do desafio: “Sabemos que a altitude vai ser um factor determinante. A equipa está focada e faremos tudo dentro das regras para garantir que os jogadores estão nas melhores condições possíveis”, afirmou o seleccionador inglês, mostrando-se pragmático face à adversidade. Um dos jogadores, sob anonimato, revelou ao diário britânico que “o staff está a considerar todas as opções para que possamos sentir-nos frescos e evitar o cansaço extremo”, sublinhando o ambiente de tensão e de preparação meticulosa nos bastidores.

A decisão de recorrer ao Viagra está longe de ser consensual, mas espelha até que ponto vale tudo para vencer no futebol moderno de alta competição, onde cada detalhe pode decidir um apuramento ou uma eliminação precoce. Caso a Inglaterra avance nesta aposta, poderá abrir precedentes para outras selecções em futuras competições em altitude, sobretudo em torneios realizados fora da Europa. Por outro lado, se o efeito se revelar inócuo, aumentará a pressão sobre o seleccionador e a direcção técnica, que já são alvo de críticas pelo planeamento tardio da chegada ao México.

O que está em causa é muito mais do que um simples apuramento: está em jogo o prestígio de uma selecção que procura recuperar o estatuto de potência mundial, agora sob a orientação de um treinador alemão que quer marcar uma era. O embate com o México, para além de um teste táctico e técnico, será também um laboratório de estratégias médicas e de inovação no desporto, com todo o planeta futebol a assistir, curioso, a esta possível nova fronteira na preparação física de elite. O desfecho deste ousado plano poderá definir não só o destino da Inglaterra neste Mundial, mas também reescrever parte das práticas de preparação desportiva para torneios futuros.

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