Cristiano Ronaldo recusou fechar a porta à selecção nacional após a eliminação de Portugal frente à Espanha, nos oitavos de final do Mundial, deixando claro que irá ponderar com calma o seu futuro internacional. O capitão português, que alcançou a impressionante marca de 233 internacionalizações na noite passada em Dallas, não conseguiu evitar que a Espanha – campeã europeia – avançasse para os quartos-de-final com um golo de Mikel Merino já nos descontos.
Aos 41 anos, Ronaldo deverá agora centrar-se na carreira de clube, ao serviço do Al-Nassr, na Arábia Saudita, mas afastou qualquer decisão precipitada no rescaldo do desaire. “Estou triste por sair do Mundial desta forma. Como disse ontem, dei tudo e saio de consciência tranquila. É a vida do futebolista. É preciso seguir em frente”, afirmou o internacional português aos jornalistas logo após o apito final. Questionado sobre o seu futuro, Ronaldo foi peremptório: “Foi o meu último Mundial, sim. Mas quanto ao resto, há tempo para pensar, para estar com a família e não dizer coisas a quente.”

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O seleccionador nacional, Roberto Martínez, também não poupou elogios ao capitão, apesar das críticas quanto à sua opção de manter Ronaldo em campo durante todo o encontro, enquanto Gonçalo Ramos permanecia no banco. Martínez, que confirmou ontem a saída do cargo após a eliminação, realçou o papel fundamental de Ronaldo dentro e fora do relvado. “Ele foi um capitão exemplar”, sublinhou Martínez. “Cheguei a Portugal numa altura de muita confusão e dúvidas sobre o Cristiano, e ele foi um exemplo, não só pelos golos e assistências, pelo que faz na área, o seu compromisso, a forma como vive o futebol. É um exemplo, temos de o celebrar.”
Martínez não escondeu a admiração pelo internacional português, reforçando a sua importância para a equipa. “Estamos a falar de um ícone do futebol. Não há muitos Cristianos Ronaldos. Temos de agradecer o que fez neste Mundial, ele queria ganhá-lo, como jogador, capitão e ser humano, todos levamos isso connosco para sempre. É um exemplo do ser humano que está por trás do desportista”, afirmou.
Sobre a decisão de manter Ronaldo em campo até ao fim, mesmo frente a uma Espanha que controlou mais de 55% da posse de bola, Martínez justificou: “Quando és uma equipa e precisas de um golo, não podes tirar o Cristiano Ronaldo. Ele pode jogar 90 minutos, sem problema. Ele é uma presença, abre espaços, numa bola parada, qualquer situação na área, não faria sentido. No prolongamento talvez fizesse sentido usar o Gonçalo Ramos. Tivemos de manter a estrutura, não era caso para tirar o teu melhor marcador aos 90 minutos.”
Com a saída marcada do seleccionador e o futuro de Ronaldo em aberto, paira agora a incerteza sobre o próximo capítulo da selecção portuguesa. A decisão de Ronaldo será aguardada com expectativa, enquanto a federação se prepara para iniciar um novo ciclo.
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