Balogun não serviu de desculpa após eliminação dos EUA frente à Bélgica

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O escândalo em torno do cartão vermelho de Folarin Balogun pairou sobre a eliminação dos Estados Unidos do Mundial, após a pesada derrota por 4-1 frente à Bélgica nos oitavos-de-final. O ambiente estava carregado de polémica, com muitos a sugerirem que a situação do avançado poderia ter abalado o grupo, mas a equipa técnica e os jogadores norte-americanos recusaram essa explicação para o desaire.

A derrota deixou claro quem saiu por cima: a Bélgica dominou o encontro e impôs uma marcha avassaladora, com os Estados Unidos incapazes de responder à altura. Mauricio Pochettino, seleccionador dos Estados Unidos, fez questão de afastar qualquer responsabilidade do caso Balogun sobre o desempenho da equipa. Em declarações após o jogo, citadas por Sam Borden da ESPN, Pochettino foi assertivo: “Não afectou a nossa performance. Não é uma desculpa. Acho que não estivemos suficientemente bem. Não era o nosso dia. Não actuámos da forma que era suposto ou mostrámos a nossa qualidade. Tudo o que estava a acontecer em redor [com a situação Balogun], esteve à nossa volta, mas penso que não foi uma situação que tenha afectado o grupo.”

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Balogun, recorde-se, esteve disponível para jogar contra a Bélgica, apesar de ter visto cartão vermelho no jogo anterior, uma vitória por 2-0 frente à Bósnia e Herzegovina. Mais tarde, veio a saber-se que o então Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, telefonou ao presidente da FIFA, Gianni Infantino, para pedir uma revisão da suspensão aplicada ao avançado.

Dentro de campo, o momento mais embaraçoso para os americanos surgiu quando o guarda-redes Matt Freese cometeu um erro grosseiro, permitindo à Bélgica marcar o terceiro golo, após Tim Ream não conseguir afastar a bola. Apesar do impacto negativo do episódio Balogun a nível mediático, Tim Ream garantiu que a controvérsia não afectou o balneário: “Não teve impacto”, afirmou o defesa. “Ruído exterior. Temos feito um bom trabalho com este grupo em manter o ruído exterior… exterior. Não tem nada a ver connosco enquanto jogadores e com a preparação para os jogos. É uma dessas situações do mundo em que vivemos. Estivemos totalmente focados em nós enquanto grupo e equipa e totalmente focados no jogo, sem preocuparmo-nos com o que se dizia ou debatia fora do nosso mundo.”

No entanto, nem todos ignoraram a polémica: a conta oficial da selecção belga nas redes sociais não resistiu e publicou uma mensagem provocatória — “Anulem esta” — após o jogo.

O médio Tyler Adams, por sua vez, reconheceu a superioridade belga e desvalorizou o papel de Balogun no jogo: “Alguém foi uma presença dominante em campo hoje?”, questionou Adams, apontando que Balogun tentou ser uma presença e causar problemas, mas teve poucas oportunidades. “Acho que tentou hoje ser uma presença e um incómodo, e por vezes conseguiu aparecer atrás da bola e fazer o que sabe. Simplesmente não teve muitas oportunidades hoje.”

Com a eliminação consumada, o grupo norte-americano terá de reflectir sobre um jogo em que nada correu de feição e onde, segundo os próprios, a controvérsia do cartão vermelho acabou por ser apenas ruído externo, sem impacto real na preparação ou no desempenho colectivo.

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