Donald Trump voltou a ser notícia no Mundial ao defender Harry Kane, a quem chamou «amigo do golfe», criticando a decisão de o colocar a defender numa fase decisiva da meia-final contra a Argentina. O antigo presidente dos Estados Unidos não poupou nas palavras e considerou «invulgar» a estratégia do selecionador inglês Thomas Tuchel, que terá prejudicado a equipa.
O episódio ocorreu no âmbito de um evento na Trump Tower, em Nova Iorque, onde Trump recebeu Gianni Infantino, presidente da FIFA. Durante cerca de meia hora, ambos discutiram vários temas relacionados com o Mundial, incluindo a polémica suspensão de Folarin Balogun, avançado norte-americano que viu o cartão vermelho no jogo contra a Bósnia, o que o teria afastado do encontro seguinte diante da Bélgica. Trump confirmou que telefonou a Infantino para interceder na suspensão, dizendo: «Fui forçado a ligar ao Gianni e a fazer apenas uma recomendação. Eu disse: 'Gianni, gostaria de fazer uma recomendação. Deixa o tipo jogar.' Não, não disse isso. Disse: 'Gostaria de apresentar uma queixa'. Na verdade, não o fiz, não fazia ideia do que ia acontecer, mas é muito melhor como tudo se resolveu, porque não há controvérsia.»

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Trump elogiou a decisão da FIFA, referindo que, caso Balogun não tivesse jogado, «a nossa equipa teria dito: 'Teríamos ganho o jogo se tivéssemos os nossos melhores jogadores'». Infantino tentou minimizar a sua responsabilidade na decisão, mas foi quase inaudível.
Quanto à Inglaterra, Trump sublinhou a sua admiração por Harry Kane, lamentando a decisão de Tuchel: «O Harry tem sido fantástico. Acho que talvez tenham cometido um erro quando o tornaram um jogador defensivo. Estavam a vencer, pegaram no seu melhor jogador e puseram-no na defesa. Temos de ser um pouco ofensivos, certo? O que é que eu sei sobre futebol ou treinar? Mas foi um pouco invulgar.»
Infantino, por sua vez, destacou que o Mundial «excedeu todas as expectativas» e cumpriu uma promessa feita a Trump em 2018, quando disse que a América acolheria o mundo. «Todos os que vieram aqui desfrutaram e todos os que ficaram em casa também desfrutaram», afirmou, elogiando o papel do antigo presidente norte-americano como fundamental para o sucesso do evento: «Este Mundial não teria sido um sucesso tão incrível sem si.»
No entanto, Infantino não comentou as polémicas envolvendo a exclusão do árbitro somali Omar Artan, impedido de participar devido a suspeitas de ligações a grupos terroristas, nem as dificuldades da seleção do Irão, cujo capitão Mehdi Taremi classificou a organização do torneio como um «desastre» devido às restrições de vistos impostas.
Este encontro reforça a forte influência e a capacidade de intervenção de Donald Trump em assuntos desportivos internacionais, mesmo após o seu mandato presidencial, enquanto a FIFA continua a capitalizar a organização do Mundial para afirmar a sua relevância global. A polémica em torno das decisões tácticas e disciplinares promete manter-se no centro das atenções até ao final da competição.
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