Inglaterra vence França 6-4 e garante terceiro lugar no mundial

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A selecção inglesa terminou o Mundial de forma espetacular ao vencer a França por 6-4 no jogo de atribuição do terceiro lugar, num encontro memorável que ficou para a história. O correspondente da BBC Sport, Alex Howell, avaliou o desempenho dos jogadores ingleses ao longo do torneio, destacando os pontos fortes e as falhas de cada um.

Jordan Pickford, o guarda-redes do Everton e indiscutível número um da Inglaterra, mostrou que consegue lidar com a pressão dos grandes palcos, embora esta não tenha sido a sua melhor prestação. Destacou-se na meia-final contra a Argentina, mas teve momentos irregulares, incluindo o golo de Enzo Fernández que poderá questionar. Pickford recebeu uma classificação de 6. Dean Henderson, segundo guarda-redes, entrou no jogo para o terceiro lugar e realizou uma defesa notável a um remate de Kylian Mbappé, apesar de ter sofrido três golos, sendo também avaliado com 6. James Trafford, terceiro guarda-redes, não chegou a jogar, mas ganhou experiência ao viajar com a equipa.

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No sector defensivo, Ezri Konsa foi titular em todos os jogos, demonstrando qualidade e versatilidade ao actuar também a lateral-direito no triunfo sobre a Noruega nos quartos-de-final, marcando ainda um golo no jogo decisivo para o terceiro lugar. Konsa recebeu um 7. John Stones, que entrou na equipa apesar de dúvidas sobre a sua condição física, teve momentos instáveis, mas acabou por mostrar a sua qualidade nos jogos decisivos, embora tenha sido apanhado na jogada do golo decisivo da Argentina, terminando com nota 7. Marc Guehi destacou-se como um elemento calmo e seguro, especialmente no embate contra Erling Haaland e a Noruega, merecendo um 8. Trevoh Chalobah, chamado para substituir Tino Livramento, teve poucos minutos, entrando apenas nos momentos finais contra a França, com uma avaliação de 5.

Jarell Quansah, defesa do Bayer Leverkusen, foi uma surpresa no plantel, tendo mostrado potencial antes de ser lesionado e depois expulso, mas voltou para o jogo do terceiro lugar, sendo apontado como uma promessa para o futuro, com uma nota de 6. Dan Burn, cuja inclusão gerou debate, justificou a escolha com a sua presença aérea, fundamental em determinados momentos, especialmente contra o México, recebendo 6,5. Nico O'Reilly, com 21 anos, foi titular em cinco jogos, mostrando progressos e qualidade com a bola, embora precise de melhorar defensivamente, sendo também avaliado com 6,5.

Reece James, capitão e lateral-direito do Chelsea, frustrado com as discussões sobre a sua forma física, recuperou de lesão para participar nos jogos decisivos, exibindo qualidade e merecendo um 6,5. Por fim, Djed Spence foi uma das grandes revelações do torneio, com a sua capacidade de jogar nos dois lados da defesa e a velocidade que oferece, tendo brilhado nos quartos-de-final e na meia-final.

A avaliação detalhada de Alex Howell revela um equilíbrio entre juventude e experiência na defesa inglesa, com algumas figuras a destacarem-se e outras a precisarem de mais consistência. O desempenho coletivo permitiu à Inglaterra conquistar um lugar de destaque no Mundial, numa competição em que a equipa mostrou talento e resiliência.

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