A polémica no encontro dos quartos de final do Mundial’2026 entre Noruega e Inglaterra continua a agitar o futebol internacional. O lance decisivo, que resultou no golo do empate inglês aos 45'+2, suscitou protestos veementes da equipa norueguesa, que alegou que a bola terá tocado num cabo suspenso de uma câmara, influenciando a trajetória da jogada.
Pierluigi Collina, presidente do Comité de Arbitragem da FIFA, abordou este assunto numa entrevista ao 'Gazzetta dello Sport', garantindo que a bola não tocou no referido cabo durante o pontapé de baliza do guarda-redes Nyland. “É inacreditável que não se consiga convencer as pessoas de que uma bola não tocou num cabo… Foi mostrado um gráfico no qual, quando a bola é tocada por um jogador ou por um objeto, se vê um pico. Nesse caso, viu-se um gráfico plano desde o momento em que o guarda-redes pontapeou a bola até ao controlo do outro jogador”, explicou Collina, reforçando que as ferramentas tecnológicas disponíveis confirmaram a estabilidade da bola e da própria câmara durante o lance.

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A FIFA já tinha emitido um comunicado oficial a defender a decisão da equipa de arbitragem liderada pelo francês Clément Turpin. O organismo salientou que o sensor da 'Connected Ball' não registou qualquer vibração ou pico que indicasse contacto com o cabo, pelo que a decisão do árbitro foi correta e o golo válido.
Apesar destas garantias, a indignação norueguesa não diminuiu. Alfie Haaland, pai de Erling Haaland, reagiu com ironia nas redes sociais, dirigindo-se diretamente a Jude Bellingham e ao árbitro: “Parabéns, Bellingham e árbitro”. Numa segunda publicação, Haaland foi mais contundente: “A sério? Salvo pelos árbitros. Espero que ganhem o Mundial agora. Mas sinto que fomos roubados hoje.” Também Stale Solbakken, selecionador da Noruega, confrontou a equipa de arbitragem no intervalo, alegando que a bola teria tocado num dos fios da câmara.
Este episódio realça a tensão que envolve decisões polémicas em fases decisivas de grandes competições e a importância crescente da tecnologia no futebol. Com a FIFA a manter a sua posição e a defesa da arbitragem, o foco volta-se para a forma como as equipas e adeptos lidarão com estas controvérsias, que podem marcar o rumo do Mundial em momentos cruciais. A polémica promete continuar a alimentar debates acalorados entre especialistas, jogadores e fãs nos próximos dias.
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