Jessica Pegula não teve dificuldades em despachar Sofia Kenin, vencendo-a por 6-3, 6-1, em apenas 56 minutos, no segundo round do US Open, onde procura conquistar o seu primeiro título importante. Contudo, a conferência de imprensa da tenista tomou um rumo inesperado quando ela expressou a sua desilusão em relação ao patrocínio do torneio com uma empresa de apostas, após ter recebido uma avalanche de mensagens de ódio a partir desse tipo de incidentes. Jogadores de ténis frequentemente enfrentam críticas duras nas redes sociais, especialmente devido ao impacto das apostas, que fazem com que muitos adeptos, insatisfeitos com os resultados, descarreguem a sua frustração nos atletas.
Pegula, atualmente na terceira posição do ranking mundial, já se deparou com estas questões anteriormente. A sua indignação surgiu após o US Open anunciar a parceria com a Kalshi, uma plataforma de mercado de previsões utilizada principalmente para apostas desportivas. Quando questionada sobre essa situação, a jogadora de 32 anos afirmou: “Isso tem sido uma conversa. Acho que isso já está a decorrer há algum tempo, no que diz respeito a os jogadores não poderem fazer nada relacionado com patrocínios de apostas, mas os torneios lucram com isso.”
O sentimento de Pegula é claro. “Não sei, é uma questão complicada porque recebemos muita negatividade de pessoas que usam essas plataformas, dos apostadores. Quer ganhem ou percam, não importa. E recebemos muito ódio por isso nas redes sociais. É complicado quando se vê isso e depois há um grande patrocinador atrás do court ou na televisão.” Apesar de reconhecer que o acordo era “inevitável”, ela admitiu que as apostas são uma parte significativa do desporto, mantendo muitos adeptos envolvidos. “Não sei qual é a melhor maneira de lidar com isso, porque é inevitável. Está em todo o lado e não vai desaparecer tão cedo.”
Pegula procura evitar o ódio que lhe é dirigido à medida que as apostas continuam a crescer no ténis. “Não sei se é apenas infeliz ou se é o mundo em que vivemos agora, mas tento fazer o meu melhor para não lidar com os aspectos negativos disso, em relação aos apostadores e aos comentários nas redes sociais.”
Voltando ao jogo, Pegula teve uma exibição positiva e expressou satisfação com a sua performance. “Acho que estou feliz com a forma como joguei durante todo o jogo. Sair de lá em menos de uma hora não acontece sempre, por isso vou aproveitar isso”, comentou. Quando questionada sobre o controverso início tardio do jogo de Kenin, Pegula questionou a lógica de terminar partidas a horas tão tardias, sublinhando a dificuldade para os jogadores.
Além disso, a tenista também comentou sobre a presença crescente de influenciadores no US Open, reconhecendo a importância desse fenómeno para a promoção do evento, mas expressando preocupações sobre a distração que isso pode causar durante os jogos. Pegula continua focada na busca pelo seu primeiro título de Grand Slam, com o próximo desafio a ser contra a 31ª cabeça de série, Leylah Fernandez.
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