A FIFA quebrou o silêncio sobre o golo anulado à Croácia no duelo frente a Portugal nos 16 avos de final do Mundial de 2026, esclarecendo as dúvidas que geraram polémica nas redes sociais. Pierluigi Collina, presidente do Comité de Arbitragem da FIFA, explicou em entrevista ao jornal italiano La Gazzetta dello Sport que a decisão da equipa liderada pelo árbitro norueguês Espen Eskas foi correta, apesar do toque quase impercetível com a cabeça do croata Igor Matanovic antes do lance.
O lance polémico ocorreu aos 90'+13, com Portugal a vencer por 2-1, e resultou na anulação do golo croata apontado por Gvardiol. Collina detalhou que a tecnologia TRIONDA, utilizada no Mundial, não deteta contactos com o cabelo, o que influenciou a análise do lance. “O gráfico também era claro aqui. Há um pico quando toca na cabeça do avançado croata, seguido de uma linha plana, e outro pico quando toca nas costas do defesa português. Como o sistema não deteta contactos com o cabelo, o pico é determinado pelo contacto com a cabeça”, afirmou o antigo árbitro internacional italiano, de 66 anos.

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Em comunicado oficial, a FIFA reforçou que a tecnologia 'Connected Ball Technology', integrada na bola oficial TRIONDA, confirmou o toque de Matanovic na jogada que antecedeu o golo, legitimando a decisão do árbitro de assinalar fora de jogo e anular o golo. Os sensores IMU incorporados na bola são capazes de detectar qualquer toque, por mais ligeiro que seja, e transmitem esses dados aos telespectadores sob a forma de um gráfico visual, permitindo aos árbitros uma análise mais precisa e rápida.
Pierluigi Collina também defendeu o impacto da tecnologia no futebol, rejeitando críticas que alegam que esta “mata” a emoção do jogo. “É uma mentira histórica. Há alguns segundos de espera para que a regra do fora de jogo seja confirmada, mas o jogador festeja quando marca. E se o golo for validado, há um segundo festejo; se for anulado, é a equipa adversária que festeja. Acho muito mais adequado que a emoção se baseie numa decisão correta, em vez de num episódio destinado a ser discutido durante semanas ou décadas.”
A introdução do chip de sensor de movimento de 500Hz na bola do Mundial 2026 representa uma revolução tecnológica, enviando informações em tempo real para os sistemas de videoarbitragem, nomeadamente para o VAR e AVAR. Esta inovação permite uma avaliação detalhada e precisa de lances cruciais, como os fora de jogo e os toques na bola, elevando o nível de justiça nas decisões. A clarificação da FIFA sobre este lance específico reforça a confiança na tecnologia e na arbitragem, um tema que continuará a ser central nos debates durante a competição.
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