Jessica Pegula admite estar próxima da reforma no ténis

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Jessica Pegula admitiu estar próxima da reforma e lançou uma reflexão surpreendente sobre o seu futuro no ténis: “Cinco anos parecem muito tempo”. A tenista americana, atualmente número 3 do mundo, revelou estas palavras após alcançar os quartos-de-final do recente torneio de Wimbledon, onde perdeu frente a Coco Gauff.

Aos 32 anos, Pegula tem consolidado uma carreira notável, especialmente nos últimos dois anos, mostrando que pode competir com as melhores em torneios do Grand Slam. A sua ascensão começou em 2022, quando alcançou as meias-finais do Open da Austrália e entrou no top 10 após os quartos-de-final do Roland Garros. A atleta atingiu o top 5 no mesmo ano, depois de uma impressionante prestação no US Open, onde chegou aos quartos-de-final. Em 2024, disputou a sua primeira final de Grand Slam no US Open, batendo Iga Swiatek, mas acabou por perder o título para Aryna Sabalenka.

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Apesar do sucesso, Pegula reconhece que o seu tempo em competição está a esgotar-se. Em entrevista à WTA durante Wimbledon, a americana confessou: “Cinco anos, wow, isso parece muito tempo. Não sei se vou jogar daqui a cinco anos. Cinco parece muito. Diria que vou jogar ano a ano, conforme o corpo e a mente aguentarem. Se ainda me sentir entusiasmada para treinar, melhorar, competir e viajar. Falámos sobre como este é um grande capítulo das nossas vidas e isso vai influenciar como me vou sentir nos próximos anos.”

A tenista, que venceu o Charleston Open esta época, viu a sua temporada na relva marcada por duas derrotas, incluindo a final do Berlin Tennis Open frente à campeã de Wimbledon, Linda Noskova. No torneio londrino, Pegula venceu o primeiro set contra Gauff, mas perdeu a vantagem e cedeu a vitória em três sets.

Pegula é vista como uma veterana no circuito feminino, sendo uma das três jogadoras com mais de 30 anos no top 20 da WTA e a líder entre as sete com mais de 30 no top 30. Ela própria referiu que tem sentido uma mudança na perceção dos colegas: “Tinha 28 anos quando me chamaram veterana pela primeira vez. Foi Andrew Krasny, em Washington, D.C. Posso criticar, mas sinto que os homens não amadurecem tão depressa. Quando falo com os americanos de 26, 27 anos, como Tommy, Fritz e Foe, sinto que ainda têm 16 anos”, explicou.

Jessica Pegula prevê regressar em breve à competição, já tendo aceite um wildcard para o Citi Open, que se inicia este mês, e espera marcar presença no Canadian Open em agosto, onde no ano passado caiu na terceira ronda diante de Anastasija Sevastova. A sua carreira continua a fascinar, enquanto a tenista equilibra o sonho de conquistar um Grand Slam com a consciência de que o tempo no circuito é limitado.

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