Novak Djokovic revela que envelhecer a competir o aprisiona

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Novak Djokovic revelou o peso de competir aos 39 anos, afirmando que sente estar a “prender-se a si próprio”. O tenista sérvio, uma lenda viva do ténis, encontra-se numa fase em que o corpo começa a limitar o seu desempenho, apesar da paixão inabalável pelo desporto que o transformou numa das maiores referências da modalidade.

Em entrevista ao programa CBS Mornings, Djokovic, detentor de 24 títulos de Grand Slam e mais de 400 semanas como número um mundial, confessou: “Muitas vezes sinto que estou a aprisionar-me a mim próprio… Para desempenhar ao melhor nível, tens de transformar todos os aspetos da tua vida fora do court para os colocar ao serviço do ténis. E isso tem consequências.” O sérvio explicou que tenta focar-se apenas em jogar um ténis de alto nível, mas que a idade lhe é constantemente recordada, seja pelas pessoas ou pelo próprio corpo. “Tento espremer a última gota de performance para continuar a competir ao mais alto nível contra jogadores mais novos”, acrescentou.

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Nos últimos dias, Djokovic tem estado envolvido em várias iniciativas mediáticas para promover o seu documentário “Novak Djokovic: The Wolf in Winter”, que será lançado no próximo mês e onde revela também aspetos íntimos da sua vida na Sérvia durante tempos de guerra. Paralelamente, o jogador participou no Fanatics Fest em Manhattan, onde se juntou a outras estrelas do desporto antes da final do Mundial de Futebol.

No plano desportivo, Djokovic continua a desafiar os limites da idade. Recentemente, no torneio de Wimbledon, ultrapassou a marca de Roger Federer em mais vitórias no All England Club (107) e chegou às meias-finais, depois de uma batalha de cinco sets contra Felix Auger-Aliassime. Porém, acabou por sucumbir frente a Jannik Sinner, que venceu o encontro em sets diretos e viria a conquistar o título pela segunda vez consecutiva.

Djokovic explicou ainda que o desgaste físico da partida contra Auger-Aliassime impediu-o de estar nas melhores condições para a meia-final: “Depois desse jogo, não consegui recuperar totalmente para as meias-finais. Não estava tão fresco como gostaria. Isso não tira mérito a Sinner, que ganhou o encontro e o torneio, mas as coisas são diferentes agora.” O sérvio prepara-se agora para participar no US Open, enquanto Sinner deverá regressar em breve ao circuito, depois de um curto período de descanso.

Este desabafo de Djokovic lança um olhar cru sobre o desgaste físico e mental de um atleta que, apesar de todos os sucessos, ainda luta para manter-se competitivo numa era dominada por tenistas mais jovens. O seu documentário promete revelar outras camadas da sua personalidade e percurso, numa altura em que o fim da carreira poderá estar cada vez mais próximo.

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