Donald Trump protagonizou um dia polémico na final do Mundial, marcado por vaias do público e um claro desdém de um jogador argentino. O presidente dos Estados Unidos, que manteve um perfil discreto durante as últimas semanas do torneio, marcou presença na final entre Espanha e Argentina no Estádio de Nova Iorque e Nova Jérsia, num momento que gerou várias reacções.
Trump chegou pouco antes do apito inicial e sentou-se ao lado do presidente da FIFA, Gianni Infantino, e da sua esposa Melania, numa área VIP com vista para o relvado. Pouco depois de ser exibido nos ecrãs do estádio, o público manifestou-se com algumas vaias, embora breves, durante a execução do hino nacional dos EUA. A tensão aumentou no final da partida, quando Trump e Infantino entraram no relvado para a cerimónia de entrega do troféu, altura em que as vaias se intensificaram, com o ruído ambiente a subir para 84 decibéis, segundo o relatório do White House pool.

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Durante a entrega das medalhas, Trump esteve ao lado de Infantino a premiar os jogadores da Argentina e de Espanha, respetivamente. Contudo, um momento chamou a atenção: o defesa argentino Cristian Romero, jogador do Tottenham, ignorou o aperto de mão do presidente norte-americano após receber a sua medalha, optando por cumprimentar apenas os líderes dos outros países anfitriões, Claudia Sheinbaum (México) e Mark Carney (Canadá). Este gesto passou despercebido para muitos, mas revelou uma clara recusa em interagir com Trump.
No mesmo dia, Trump já tinha declarado à FOX a sua intenção de ver os Estados Unidos a receberem um novo Mundial “imediatamente”, afirmando: “Temos de fazer isto outra vez, e temos de fazer isto enquanto eu estiver por aqui, ouve isso, Gianni?!”. Contudo, o país não poderá candidatar-se para acolher o evento antes de 2038, o que torna esta ambição pouco provável no curto prazo.
Este dia de grande exposição para Donald Trump ficou assim marcado por reações mistas, entre o entusiasmo da sua presença e o desagrado evidente de parte do público e de figuras-chave do futebol. A sua tentativa de afirmar a influência americana no futebol mundial parece ter esbarrado numa receção fria e numa demonstração clara de rejeição por parte de alguns protagonistas. A forma como Trump continuará a tentar envolver-se no desporto-rei e o impacto destas situações no futuro da imagem dos EUA no futebol internacional serão temas a acompanhar.
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