Rodri atingiu o auge da sua carreira ao erguer o troféu da Taça do Mundo em Nova Jérsia, acrescentando o título mais cobiçado ao seu palmarés já impressionante. Capitão de Espanha, o médio do Manchester City conquistou o Mundial ao vencer a Argentina por 1-0, coroando-se também como o melhor jogador do torneio, numa exibição de classe mundial.
Com 30 anos, Rodri juntou-se a um restrito grupo de lendas do futebol, tornando-se o quarto jogador masculino a vencer a Taça do Mundo, o Campeonato da Europa, a Liga dos Campeões e o Ballon d’Or — ao lado de Gerd Muller, Franz Beckenbauer e Zinedine Zidane. Antes desta glória, o espanhol já acumulava quatro títulos da Premier League, uma Liga dos Campeões, uma Nations League e um título europeu, consolidando-se como um dos médios mais completos da sua geração.
A sua recuperação de uma grave lesão no ligamento cruzado anterior, sofrida em setembro de 2024, foi colocada em dúvida. Muitos questionaram se conseguiria regressar ao nível que exibiu ao conquistar o triplete com o Manchester City em 2023 e o título europeu com Espanha no ano seguinte. Contudo, Rodri mostrou paciência e resiliência, reaparecendo aos poucos na última época e culminando numa exibição soberba no Mundial.
Durante a campanha do Mundial, Rodri foi o verdadeiro maestro da selecção espanhola. Completou 756 passes, o máximo jamais registado numa edição desde 1966, e acumulou 910 toques na bola em oito jogos. Destacou-se também pelo número de passes que conseguiu realizar na zona ofensiva (428) e pelas ocasiões em que rompeu a defesa adversária (122), incluindo 76 no último terço. No jogo decisivo, fez 101 passes, um feito raríssimo em finais do Mundial.
O jornalista desportivo espanhol Guillem Balague afirmou: “Rodri esteve absolutamente extraordinário. É o jogador que mais correu em todo o torneio, o que mais passes dá para ultrapassar adversários, está no seu melhor nível, ao nível de um Ballon d’Or. Esta é a equipa do Rodri.”
No entanto, o futuro do médio em Manchester permanece incerto, já que só lhe resta um ano de contrato e surgem rumores de interesse do Real Madrid. O novo treinador do City, Enzo Maresca, dificilmente estará disposto a perder uma peça tão vital, mas o valor de mercado de Rodri, exacerbado pelo seu desempenho no Mundial, poderá tornar a sua saída num negócio apetecível.
Rodri provou que a paciência compensa, superando a difícil recuperação da lesão e confirmando a previsão de Pep Guardiola, que sempre acreditou no seu potencial máximo. O que virá a seguir para este maestro espanhol será decisivo para definir o futuro do meio-campo tanto a nível de clube como de selecção.
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