Dois milhões celebram campeões do mundo Espanha em madrid

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Madrid viveu uma explosão de euforia ao receber os novos campeões do Mundo, Espanha, numa procissão triunfal que juntou cerca de dois milhões de adeptos nas ruas da capital. A equipa, vencedora do Mundial em Nova Jérsia no domingo, desfilou num autocarro descapotável sob um sol abrasador, contagiando a multidão vestida de vermelho e amarelo em celebração histórica.

A festa começou no início da noite de segunda-feira, quando os jogadores e o selecionador Luis de la Fuente foram apresentados um a um na emblemática Praça de Cibeles, onde subiram ao palco para animar os milhares de fãs que os aguardavam. Alguns jogadores exibiam camisolas “We are champions”, cantando e brindando com a taça do Mundial, conquistada após o golo decisivo de Ferran Torres em prolongamento. Antes do desfile, a equipa foi recebida pelo rei Filipe VI e pela família real, assim como pelo primeiro-ministro Pedro Sánchez, que destacou o feito nacional.

O selecionador Luis de la Fuente exaltou o espírito de união da equipa, afirmando que “juntos somos mais fortes”, enquanto a estrela pop Shakira, numa mensagem enviada à equipa, sublinhou que a Espanha “mostrou ao mundo o que é trabalhar com uma só mente e um só coração”. O capitão Rodri, que ergueu a taça à chegada ao aeroporto, descreveu esta vitória como “a realização máxima da carreira”, considerando que vencer pela seleção é “a coisa mais bonita que existe”.

A importância simbólica desta conquista é reforçada pela presença de jovens adeptos como Héctor Mollar, de 14 anos, que viveu a festa como um momento único na sua vida, diferente de ouvir histórias do primeiro título mundial espanhol em 2010, marcado pelo golo de Iniesta. A par da equipa masculina, a Seleção Feminina espanhola é também campeã do Mundo desde 2023, fazendo de Espanha o primeiro país a deter ambos os títulos simultaneamente.

O primeiro-ministro Pedro Sánchez não escondeu a ambição de manter a hegemonia: “São duas vitórias em duas finais. Por que não sonhar com a terceira em 2030, especialmente com Espanha como anfitriã?” A final contra a Argentina, apesar da presença do lendário Lionel Messi, foi dominada pela equipa espanhola, que controlou o jogo e teve a capacidade para garantir o triunfo na prorrogação, enquanto Messi, visivelmente emocionado, deixou lágrimas de tristeza e uma mensagem de parabéns à equipa vencedora.

Esta celebração marca um ponto alto na história do futebol espanhol, com a equipa pronta para enfrentar o desafio de defender o título no Mundial de 2030, que será coorganizado por Espanha, Portugal e Marrocos. Para já, Madrid não esquece esta noite de glória, onde lágrimas de alegria substituíram as de emoção, numa festa que ficará para sempre gravada na memória dos espanhóis.


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