O futuro de Novak Djokovic permanece envolto em mistério, com uma estrela da WTA a revelar que tem “muitas perguntas” sobre o ícone do ténis. O sérvio, que celebrou 39 anos em maio, continua a competir ao mais alto nível, apesar de participar em muito menos torneios do que os seus rivais.
Djokovic foi finalista no Australian Open e alcançou as meias-finais em Wimbledon esta temporada, tendo ainda chegado às semifinais nos quatro torneios do Grand Slam em 2025. Atualmente classificado em sétimo lugar no ranking mundial, o antigo número um do mundo soma um registo de 14 vitórias e cinco derrotas esta época, fruto de apenas cinco participações em eventos. O tenista está na luta pelo 25.º título de Grand Slam, um recorde que estenderia a sua lenda, e torná-lo-ia no campeão mais velho da história do ténis em singulares, caso conquiste mais um troféu.
Em entrevista à Bolshe Tennis, Anastasia Pavlyuchenkova, finalista do Open de França e ex-top 11 mundial, comentou o tema da aposentação de Djokovic, descrevendo a situação como “um mistério”. “Bem, com o Djokovic é um mistério. É como… não sei, ele não é humano”, afirmou a tenista. Pavlyuchenkova destacou a incredulidade face à capacidade do sérvio em continuar a competir ao mais alto nível: “Quem diria que, até hoje, ele ainda jogava e chegava às meias-finais de um Grand Slam? É muito difícil dizer. Acho que, para ele, uma meia-final não é… bem, não é um fracasso, mas o seu objetivo é ganhar Slams, ganhar os grandes torneios.” A jogadora questionou ainda a motivação e a condição física de Djokovic: “A questão é se ele ainda tem motivação, quais são os seus objetivos, em que estado físico está. Não está claro. E porque é que continua? Para mim, há muitas perguntas.”
Numa entrevista exclusiva ao Tennis365, Mark Philippoussis, finalista de dois Grand Slams, também expressou admiração pela longevidade do sérvio. “É incrível o que o Djokovic está a fazer. Quero dizer, há profissionalismo, e depois ele eleva isso para outro nível”, afirmou. Philippoussis comparou Djokovic a outras lendas do desporto que desafiaram a idade, como LeBron James e Tom Brady, ambos a competir no topo quando já era habitual os atletas se retirarem. “Como adeptos, e se amamos ténis, precisamos de recuar e apreciar isso, e apenas desfrutar de o ver jogar enquanto pudermos.”
Com tantos questionamentos sobre a motivação e o futuro do sérvio, o mundo do ténis permanece atento, numa expectativa que só aumenta à medida que Djokovic continua a desafiar os limites da idade e da excelência desportiva.
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