Roger Federer, conhecido por sua estética impecável em court, sempre teve plena consciência da beleza do seu jogo. Mary Carillo, jornalista do Hall da Fama, recordou uma conversa reveladora com o mestre suíço durante a sua participação no podcast “Served”, de Andy Roddick. Embora Federer tenha iniciado a sua carreira profissional em 1998, o primeiro título de Grand Slam só veio em 2003, no Wimbledon. No ano seguinte, o tenista perdeu a oportunidade de completar o Grand Slam do calendário ao ser eliminado na terceira ronda do Open da França, mas já tinha alcançado o topo do ranking.
Carillo destacou que a singularidade de Federer reside não apenas na sua habilidade, mas também nas emoções que o seu jogo evoca. Ao perguntar-lhe se ele sabia quão belo era o seu ténis, Federer respondeu com um sorriso: “Sim. Tentas torná-lo belo?” e ele simplesmente confirmou: “Sim.” Com 20 títulos de Grand Slam, Federer foi o primeiro homem a alcançar essa marca, que consolidou em 2018, no Australian Open. O seu último grande encontro ocorreu no Wimbledon de 2019, onde perdeu para Novak Djokovic.
Depois de uma carreira repleta de sucessos, Mary Carillo mencionou que Federer se aposentou na Laver Cup de 2022, após jogar pares com Nadal, e a sua última aparição em Grand Slam foi no Wimbledon de 2021. O impacto de Federer no ténis é inegável, e a sua falta de falsa modéstia ao reconhecer o seu talento é um testemunho da sua grandeza. “Se lhe dissesses que ele era bom demais, ele responderia: ‘Sim, eu era’”, afirmou Carillo.
A aposentadoria de Federer marca o fim de uma era no ténis masculino, onde figuras como Rafael Nadal e Novak Djokovic também se aproximam do fim das suas carreiras. Com a ascensão de Carlos Alcaraz e Jannik Sinner, há uma nova geração de jogadores prontos para assumir o legado dos grandes. Rick Macci, antigo treinador de Serena Williams, acredita que se Federer e Nadal tivessem jogado juntos, teriam formado um “Big 5” no ténis, ao lado de Djokovic, Alcaraz e Sinner.
Atualmente, Alcaraz, que não compete desde o Open de Barcelona, está agendado para participar no Masters de Cincinnati. Entretanto, Sinner, que se destacou ao derrotar Djokovic em Wimbledon, está numa impressionante sequência de 34 vitórias consecutivas em Masters 1000. Se Sinner tivesse jogado e vencido em Montreal, Cincinnati, Shanghai e Paris, teria feito história ao completar os Golden Masters. A evolução destes jogadores promete manter o interesse e a competitividade no mundo do ténis nos próximos anos.
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