A FIFA defendeu a decisão do árbitro João Pinheiro e a aplicação de uma controvertida regra que resultou na expulsão do avançado suíço Breel Embolo durante o Campeonato do Mundo. Esta posição surge após o International Football Association Board (IFAB) ter determinado a suspensão temporária de uma adaptação do protocolo do videoárbitro (VAR) utilizada durante o torneio.
A questão central da polémica reside na utilização da cláusula de “erro de identidade”, que tem como objetivo corrigir situações de simulação. Durante o Mundial, o VAR interveio em duas ocasiões em que um árbitro sancionou o jogador errado após uma simulação, incluindo um lance envolvendo um jogador português. A diretriz era que o árbitro revisse a jogada, retirasse o cartão amarelo do jogador não infrator e o mostrasse ao atleta que simulou a falta.
Este procedimento teve um impacto direto no jogo dos quartos de final entre a Argentina e a Suíça. No decorrer da partida, Embolo, que já tinha sido admoestado com um cartão amarelo, simulou uma falta a meio-campo. João Pinheiro inicialmente assinalou a falta contra Paredes, mostrando-lhe um cartão amarelo. Contudo, após revisão do VAR, o árbitro retirou o cartão ao argentino e exibiu o segundo amarelo a Embolo, resultando na sua expulsão.
Um caso análogo já tinha ocorrido na fase de grupos, no encontro entre os Estados Unidos e o Paraguai, onde um cartão amarelo atribuído ao defesa norte-americano Ream foi cancelado após o VAR identificar uma simulação do paraguaio Almirón. Na sequência destes incidentes, o IFAB emitiu uma circular instruindo que esta aplicação específica da regra não seja utilizada em outras competições, pelo menos por agora.
A FIFA, em resposta, publicou um comunicado nas redes sociais, defendendo a sua atuação e assegurando que não houve erro por parte do árbitro ou do VAR. O organismo frisou que “a interpretação da FIFA sobre Identidade Equivocada foi aplicada de forma consistente durante o Campeonato do Mundo”. A FIFA confirmou que, de fato, ocorreram duas situações em que um jogador foi erroneamente identificado como tendo cometido uma infração passível de cartão amarelo, e o VAR aconselhou o árbitro a corrigir o erro.
Adicionalmente, a FIFA sublinhou que “a simulação em si não pode ser contestada e não deve resultar numa sanção disciplinar contra um adversário que possa levar a consequências adicionais, como uma expulsão por segundo cartão amarelo”. O organismo concluiu que “a decisão restaurou a justiça” e que o IFAB validou a interpretação, que será discutida em futuras revisões ao protocolo.
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