UEFA ameaça boicotar mundiais após polémica com Infantino

Partilhar

A UEFA anunciou uma decisão impactante que poderá abalar os alicerces da FIFA e pôr em causa a continuidade de Gianni Infantino na presidência da entidade máxima do futebol mundial. A declaração, proferida às 16:00 BST de quinta-feira, 30 de julho, estabelece que “a UEFA e as suas associações nacionais não participarão em competições da FIFA”. A mensagem, com apenas onze palavras, revela a oposição da UEFA ao plano de Infantino de vender uma participação de 20% numa empresa subsidiária destinada a gerir as competições da FIFA, incluindo o Mundial.

A situação é ainda mais complexa, uma vez que a empresa em questão será parcialmente financiada por investidores privados, entre os quais se encontra Joshua Kushner, irmão do genro do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. O impacto desta decisão da UEFA levanta questões sobre o futuro imediato do futebol europeu e das competições internacionais, especialmente com a aproximação do Campeonato Mundial Sub-20 Feminino, que terá início a 5 de setembro na Polónia.

Um alto responsável do futebol europeu expressou incertezas sobre as repercussões da decisão para o torneio. “Não tenho a certeza se o detalhe foi considerado ao decidir a política geral”, afirmou. A UEFA poderá implementar a sua ameaça de boicote se o acordo de financiamento de Infantino for aceite. Com a data limite a aproximar-se, a 19 de setembro, e a possibilidade de países retirarem-se do torneio durante as fases finais, a tensão está no auge.

Laura McAllister, vice-presidente da UEFA e ex-internacional do País de Gales, sublinhou a importância da participação nas eliminatórias do Campeonato Mundial Feminino, que ocorrerão em outubro. “Ninguém pode sequer considerar a ideia de não estar envolvido nisso”, disse McAllister, reforçando que o problema não é da UEFA, mas sim da FIFA. A ex-jogadora apelou para que não sejam os atletas a pagar as consequências das decisões tomadas pela FIFA.

A incerteza quanto ao futuro de Infantino é palpável. A FIFA ainda não se pronunciou sobre a declaração da UEFA, que foi seguida por uma posição da Concacaf, a confederação que gere o futebol na América do Norte e Central, manifestando também o seu descontentamento com as propostas de Infantino. Numa reunião de emergência da UEFA, a presidente da Football Association, Debbie Hewitt, que também é vice-presidente da FIFA, expressou a sua oposição ao plano de Infantino, afirmando que a FA está “lado a lado” com os colegas europeus.

A crescente insatisfação com a falta de consulta e diálogo por parte de Infantino está a gerar um clima de revolta. “Fúria” foi a palavra utilizada por um dos presentes na reunião para descrever o estado de espírito. Desde que se tornou presidente da FIFA em 2016, Infantino enfrentou uma série de desafios e, embora estivesse previsto que fosse reeleito sem oposição em março, agora surgem rumores de potenciais candidatos, incluindo o nome de Nasser Al-Khelaifi. A situação é crítica e o futuro do futebol mundial poderá depender das decisões que se seguem.


Discover more from Apito Final

Subscribe to get the latest posts sent to your email.

Tabela de Conteúdos

Mais Notícias

Outras Notícias