As tensões entre a UEFA e o presidente da FIFA, Gianni Infantino, atingem um novo pico, com a UEFA a avançar com potenciais ações legais nos Estados Unidos. A UEFA descreveu as ações de Infantino como uma “derelictão de dever” e um “gesto fraudulento” que beneficiar-se-ia à custa da organização e dos seus 211 membros. Este tumulto surge após a proposta de Infantino para vender partes de competições a investidores privados, um plano que, segundo a UEFA, avaliou a Copa do Mundo a um “preço absurdamente baixo” e foi realizado sob um “véu de segredo”.
Os documentos legais, que fazem referência aos “cumplices” de Infantino e a uma “história duradoura de corrupção entre os oficiais da FIFA”, pedem acesso a provas e documentos nos EUA para potenciais litígios na Suíça. Desde a revelação do plano Fifa Forward Enterprise (FFE), que rapidamente colapsou, a pressão pública contra Infantino aumentou, com declarações incisivas de ex-jogadores, políticos e grupos de adeptos.
Infantino, que recentemente viu o apoio da poderosa Federação Saudita de Futebol, pode estar a viver uma fase de aparente tranquilidade, mas a UEFA não está disposta a recuar. O organismo europeu já tinha ameaçado boicotar competições da FIFA, uma ameaça que foi retirada após receber garantias de que o esquema FFE não se repetiria. No entanto, a preparação de ações legais pela UEFA representa um aumento significativo nas hostilidades.
Apesar das controvérsias, Infantino defendeu o FFE como uma forma de desbloquear o potencial comercial da FIFA, embora tenha pedido desculpas por “erros”. Neste momento, a FIFA não comentou a mais recente escalada da UEFA, focando-se na organização da Copa do Mundo Feminina Sub-20, que começa na próxima semana na Polónia.
Infantino, por sua vez, tem estado em viagens internacionais, incluindo uma visita ao Vietname, numa tentativa de consolidar apoios. A UEFA, que advertiu sobre a possibilidade de ações legais há quase um mês, pode ter deixado Infantino à espera da sua próxima jogada. A preocupação do presidente da FIFA poderá depender do posicionamento dos tribunais norte-americanos em relação ao pedido da UEFA para a divulgação de provas relacionadas com o plano FFE. A UEFA está a solicitar informações não apenas à FIFA, mas também à Thrive Capital, empresa de capital de risco que se destacava como o investidor principal do FFE, e ao seu fundador, Josh Kushner, além de Greg Maffei, descrito como o “conselheiro comercial chave” do negócio.
À medida que a situação avança, a batalha entre a UEFA e Infantino poderá redefinir o futuro da FIFA e a sua relação com as federações de todo o mundo, com repercussões significativas para o futebol global. O desenrolar deste conflito promete ser um capítulo decisivo na história do desporto.
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