Iva Jovic enfrenta o desafio mental do WTA e a pressão do US Open

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Iva Jovic, uma jovem prodígio de apenas 18 anos, está a preparar-se para o US Open deste ano como uma das estrelas top 16, à beira de uma quebra significativa rumo ao top 10 do ranking da WTA. Natural de Torrance, com ascendência sérvia, a tenista americana tem frequentemente elogiado Novak Djokovic, referindo o impacto que ele teve na sua mentalidade e na sua carreira. No entanto, Jovic enfrenta não só o peso das derrotas, mas também os desafios de ser uma estrela em ascensão enquanto ainda navega pela adolescência e pela vida adulta, num desporto conhecido pela sua solidão e exigência.

A tenista tem conquistado muitos fãs pela sua postura e pela maturidade que demonstra, tanto dentro como fora do court. A poucos dias de iniciar a competição, Jovic expressou a sua admiração por Nova Iorque: “Dia, noite, está sempre a acontecer. É um pouco uma selva de betão lá fora. É muito metálico, muito trendy, há muita eletricidade no ar.” Apesar da pressão da tour, Jovic valoriza as experiências que o circuito lhe proporciona e recorda com carinho os momentos vividos no torneio onde começou a sua trajetória, tanto no ténis júnior como no profissional: “Não trocaria por nada, consigo fazer o que sempre quis, o que sempre sonhei.”

Um dos aspectos positivos do seu primeiro ano completo no circuito WTA tem sido a formação de amizades com outros profissionais, algo que a distingue da norma, onde muitos atletas apenas se relacionam com as suas equipas. “Tenho mais amigos na tour, o que é bom. Quando começamos, não conhecemos ninguém, é um pouco difícil encontrar o nosso caminho”, afirmou Jovic. Embora tenha adaptado bem à nova realidade da vida nas competições, a jovem tenista reconhece que ainda tem muito a aprender e a melhorar: “Acho que estou num bom caminho, mas há coisas no meu jogo que precisam de melhorar. Preciso de consistência.”

Jovic tem trabalhado arduamente no seu serviço e nos primeiros pontos de cada troca, sabendo que para entrar no top 10, é crucial enfrentar jogadoras com serviços poderosos. “Acho que apenas preciso de melhorar nos começos das jogadas. Mas isso não acontece de um dia para o outro”, comentou. A jovem acredita que a sua competitividade e o desejo de vencer são traços que a acompanharão durante toda a sua carreira: “Acho que é sempre difícil. Sou muito competitiva e odeio perder. Isso é algo que vou ter de trabalhar ao longo de toda a minha carreira.”

Falando sobre o impacto emocional das derrotas, Jovic admitiu: “Desejo poder dizer que aprendi, mas continua a ser difícil.” O seu tempo para recuperar após uma derrota reduziu-se de duas semanas para um ou dois dias: “Talvez tenha apenas reduzido a dor.” Para Jovic, o que realmente importa não é apenas vencer, mas sim a experiência de competir: “Competir é o que me faz sentir viva, ganhe ou perca. É por isso que quero jogar.”


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