Alexandra Eala iniciou a sua campanha no US Open de forma impressionante, ao derrotar Mary Stoiana em dois sets, com parciais de 6-1 e 6-2, na primeira ronda da competição. A jovem tenista de 21 anos, que ocupa o 113.º lugar no ranking, teve a oportunidade de brilhar no prestigiado Louis Armstrong Stadium, onde demonstrou uma grande segurança, apesar da pressão que a sua ascensão no ténis lhe trouxe.
O serviço de Eala tem sido alvo de escrutínio ao longo da sua carreira, mas nesta noite, ela conseguiu vencer 28 dos 44 primeiros serviços, um feito que ilustra a sua evolução. No entanto, a jogadora está consciente das dificuldades que enfrentará na próxima ronda, onde se encontrará com Oleksandra Oliynykova, uma adversária que já a derrotou em Strasbourg. Eala comentou sobre a diferença que sentiu ao jogar num grande estádio, afirmando: “Sentiu-se diferente, definitivamente. Mas não diria que um é mais desafiador do que o outro. São apenas circunstâncias diferentes.”
Eala também partilhou a sua experiência em lidar com os nervos, reconhecendo a dificuldade de se concentrar em grandes jogos: “Houve nervos, com certeza. Não sei exatamente de onde vieram, se do barulho ou da primeira ronda de um Grand Slam, mas com a experiência, o meu objetivo é ignorá-los.” A jovem atleta acredita que a experiência adquirida nos últimos anos a ajudou a manter o foco e a controlar a pressão. “Quando se entra no ritmo, jogamos ténis e um jogo é um jogo, independentemente de haver muitas ou poucas pessoas.”
Preparando-se para o próximo encontro, Eala expressou a sua confiança e determinação: “O que quero deste torneio é ter mais jogos ao nível que sei que posso produzir. Hoje foi um bom primeiro jogo. Consegui executar muitos dos pontos, ser agressiva e jogar o meu jogo.” Em relação ao confronto com Oliynykova, Eala afirmou que o desafio anterior a fez repensar a sua abordagem: “Foi um jogo realmente bom. Muito intenso, bastante equilibrado. Ao olhar para trás, há muitas coisas que poderia ter feito melhor.”
Além do seu desempenho em campo, Eala refletiu sobre o seu crescimento pessoal e profissional, afirmando que ser uma jogadora de ténis profissional é um sonho que se tornou realidade. “Ser rodeada de mulheres incríveis e inteligentes tem sido uma experiência enriquecedora. Aprendi muito com o ambiente competitivo e estou constantemente a esforçar-me para ser uma melhor versão de mim mesma.” Eala reconhece que ainda tem muito a aprender e a enfrentar, mas está entusiasmada com o seu progresso: “Parece que foi ontem que sonhava estar em Armstrong. Agora, estou aqui e seria uma pena não aproveitar ao máximo esta oportunidade.”
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