Carlos Alcaraz poderá estar prestes a revolucionar a forma como os jogadores enfrentam o exigente calendário do ténis, após os seus comentários na sequência da vitória na segunda ronda do US Open. “No futuro, vou tirar algumas pausas”, afirmou o espanhol, referindo-se à possibilidade de faltar a alguns torneios, algo que considera necessário, uma vez que é impossível participar em todos.
A razão para a mudança de mentalidade de Alcaraz é clara: ele perdeu quatro meses e meio de competição devido a uma lesão no pulso contraída no Open de Barcelona, em abril. Agora, as suas declarações poderão inspirar outros grandes nomes do ténis a optarem por um calendário mais reduzido. Jannik Sinner já parece ter seguido esse caminho, especialmente durante a época de relva, onde apenas participou em Wimbledon. Aryna Sabalenka também manifestou a sua intenção de considerar uma abordagem semelhante.
Após a sua vitória na terceira ronda do US Open contra Kamilla Rakhimova, Sabalenka comentou sobre as recentes afirmações de Alcaraz. “Gostaria de ver mudanças no calendário e eliminar os eventos obrigatórios para que os jogadores possam decidir o que é melhor para a sua saúde”, disse a número um do mundo. A bielorrussa destacou a intensidade da competição, especialmente para atletas que jogam ao nível elevado de Alcaraz, afirmando que “é muito difícil para o corpo”.
Sabalenka sublinhou ainda que, caso o calendário não seja reduzido, os jogadores terão de sacrificar pontos e posições no ranking, se necessário, para proteger a sua saúde. “Acho que seria realmente útil para a WTA e ATP relaxar um pouco o calendário para nos apoiar verdadeiramente”, acrescentou.
Ao longo da temporada de 2026, Sabalenka também tem optado por um calendário mais seletivo, tendo perdido a fase do Médio Oriente e não competido em nenhum torneio entre o Australian Open e o Sunshine Double. Esta estratégia revelou-se eficaz, permitindo-lhe conquistar ambos os torneios do Sunshine Double, Indian Wells e Miami Open, que foram parte das três competições que ganhou este ano. A escolha de um calendário mais restrito pode, portanto, ser extremamente benéfica para Sabalenka.
Por outro lado, a bielorrussa enfrentou desafios ao seguir um calendário mais apertado nas superfícies de terra batida e relva, resultando em várias eliminações precoces. Ela foi eliminada na ronda de 32 do Open da Itália por Sorana Cirstea e sofreu a sua saída mais precoce em Wimbledon desde 2019, perdendo na ronda de 16 para Naomi Osaka. As implicações destas mudanças no calendário poderão ressoar não apenas na carreira de Sabalenka, como também no futuro do ténis profissional.
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