Carlos Alcaraz está a preparar uma significativa mudança na sua abordagem às competições, ao anunciar a intenção de limitar o número de torneios em que participa após o US Open. O tenista espanhol, que esteve afastado das pistas durante quatro meses e meio devido a uma lesão no pulso, fez a sua estreia em singulares no Grande Slam de Nova Iorque, onde tem demonstrado um bom desempenho, derrotando Roman Safiullin, Jaime Faria e Wu Yibing, perdendo apenas um set.
Após o encontro da segunda ronda contra Faria, Alcaraz sublinhou a necessidade de ser mais seletivo nos torneios que participa para evitar novas lesões ou um eventual esgotamento. “No futuro, vou fazer algumas pausas. Talvez não quatro meses, mas um ou dois, faltando a alguns torneios, porque é impossível jogar todos”, afirmou o jovem tenista na conferência de imprensa pós-jogo. Esta declaração levanta questões sobre quais torneios ele poderá optar por não participar no futuro.
Os tenistas John Isner e Sam Querrey expressaram as suas opiniões sobre a possível escolha de Alcaraz em relação aos torneios que poderá faltar. Isner, no seu programa “Nothing Major”, comentou: “Acho que ele pode ter razão. Um torneio como o Canadá pode nunca mais ver Alcaraz. Ele provou que o tempo fora não o prejudica, e quando está saudável, consegue treinar a fundo.” Por outro lado, Querrey especulou que o espanhol poderia deixar de participar em vários torneios que já conquistou diversas vezes, incluindo Indian Wells e Miami.
Alcaraz já triunfou em todos os torneios Masters, exceto no Canadian Open, Paris Masters e Shanghai Masters. Embora se possa imaginar que o tenista queira conquistar o Canadian Open pelo menos uma vez antes de eventualmente deixar de participar, ele não compete neste torneio há dois anos. A sua performance no Miami Open também tem sido dececionante nos últimos anos, com uma eliminação na segunda ronda em 2025 e uma derrota este ano nas mãos de Sebastian Korda na terceira ronda.
Independentemente de como se desenrolar o calendário de Alcaraz, é certo que a sua presença nos quatro Grand Slams — Australian Open, Roland Garros, Wimbledon e US Open — está garantida. O seu novo foco na gestão do tempo de competição poderá alterar radicalmente a sua carreira e a forma como os adeptos o acompanham nos próximos anos.
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