Naomi Osaka mostrou uma surpreendente serenidade após a sua eliminação do US Open, onde foi derrotada por Elena Rybakina nos oitavos de final, com um resultado de 6-1, 6-4. A quatro vezes campeã de Grand Slam viu o seu percurso terminar com um ponto de jogo decidido por um serviço potente da adversária. Apesar da derrota, Osaka não se deixou abater, demonstrando uma aceitação notável do resultado.
A derrota teve um custo significativo para Osaka, uma vez que estava a defender a sua corrida até às meias-finais de 2025, o que a fará perder mais de 500 pontos de classificação. Com esta derrota, a jogadora deverá cair da 13.ª para a 17.ª posição no ranking, enquanto Rybakina avança para enfrentar Zheng Qinwen, podendo atingir o primeiro lugar do mundo caso conquiste o título.
Osaka revelou que a sua performance foi afetada por um problema físico, tendo uma lesão no tendão de Aquiles que se agravou na manhã do encontro. “Eu estava comprometida”, admitiu, sublinhando que a dor dificultou a sua capacidade de servir e a fez optar por um ritmo mais lento no serviço para minimizar o impacto ao aterrar. A jogadora realizou exames, incluindo uma ultrassonografia, e aguarda resultados de uma ressonância magnética para entender melhor a situação.
Apesar das dificuldades, Osaka não expressou descontentamento. “Não estou triste agora. É uma sensação estranha”, afirmou, refletindo sobre a sua evolução pessoal e como a maternidade moldou a sua perspetiva sobre as derrotas. “Acho que estou feliz por estar a lidar com as derrotas de forma diferente. Estou a tentar aprender com elas”, acrescentou.
Rybakina, por sua vez, destacou-se pela sua potência no serviço, algo que Osaka reconheceu como um fator decisivo na partida. “Ela é uma das melhores servidoras do mundo”, comentou. No entanto, a jogadora japonesa não teve arrependimentos em relação ao seu desempenho, vendo a experiência como uma oportunidade de aprendizagem. “Quando ela acertou aquele serviço, senti que aprendi muito”, concluiu Osaka.
Agora, Rybakina foca na sua próxima adversária, Zheng, com a possibilidade de ascender ao primeiro lugar do ranking mundial pela primeira vez na sua carreira. Enquanto isso, Osaka deixa Nova Iorque com uma nova abordagem em relação às derrotas e uma determinação renovada para gerir o seu calendário com sabedoria nas próximas competições.
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