Enzo Maresca destaca o perigo dos cruzamentos longos do Manchester United

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Enzo Maresca descreve o Manchester United como uma “equipa muito perigosa” para o Manchester City, destacando uma característica que os diferencia das restantes formações da Premier League. O técnico do City levará a sua equipa a Old Trafford este domingo, na tentativa de manter o seu recorde perfeito na sua primeira temporada como responsável pela equipa. Até agora, o City venceu Bournemouth, Crystal Palace e Coventry, enquanto o United começou a temporada com uma derrota frente ao Hull City, seguida de vitórias sobre o Ipswich e um empate com o Everton.

A poucos dias do que promete ser o maior jogo da temporada para ambas as equipas, Maresca salientou a ameaça que a formação orientada por Michael Carrick representa. “Eles são a equipa na Premier League que joga mais bolas nas costas”, afirmou o treinador do Manchester City. “Está claro que são muito perigosos e não precisam de muitos passes. São bastante diretos quando recuperam a bola.” Esta análise não é inédita, uma vez que outros treinadores, como o ex-treinador do Liverpool, Arne Slot, também já tinham destacado a eficácia dos longos passes do United.

Maresca, que não poupou elogios ao trabalho realizado por Carrick no Old Trafford, reitera a sua admiração pelo que o técnico tem feito desde que assumiu o comando da equipa. Carrick conseguiu levar o United de volta à Liga dos Campeões após ter assumido a posição a meio da última temporada, recebendo um contrato permanente de dois anos em reconhecimento pelos seus feitos. “Acho que ele está a fazer um trabalho fantástico desde a última temporada”, elogiou Maresca. “Ele assumiu numa situação complicada e terminou muito bem.”

A formação do ataque do United para o jogo contra o City ainda é uma incógnita, com a possibilidade de Bryan Mbeumo, Marcus Rashford, Matheus Cunha e Benjamin Sesko serem considerados para os três lugares na frente. A pressão dos adeptos para que Sesko, que marcou contra o Everton, inicie o jogo é significativa. Em conferência de imprensa, Carrick não revelou a sua escolha. “É óbvio que eles têm diferentes qualidades”, disse. “Acho que há princípios do que estamos a tentar alcançar como equipa, e a forma como estamos a tentar jogar, que não deverá mudar muito com a alteração de jogadores, mas isso dá-nos opções diferentes.”

Carrick sublinhou a importância de encontrar o equilíbrio certo na equipa, destacando que a estratégia de ataque varia consoante os jogadores em campo e as características do adversário. “Há bastante que se deve considerar”, concluiu, referindo a complexidade das decisões que terá de tomar para o encontro decisivo.


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