Scottie Scheffler, apesar de ser amplamente considerado o melhor golfista da atualidade, enfrenta um enigma nas competições em equipa que deixa até os seus colegas perplexos. Com um currículo que inclui quatro títulos de campeonatos maiores e o estatuto de número um do mundo durante a maior parte dos últimos quatro anos, a sua performance em eventos de equipa, como a Presidents Cup, não reflete o seu talento individual.
Russell Henley, colega de Scheffler, abordou diretamente a questão das suas dificuldades em competições de equipa durante uma conferência de imprensa antes da Presidents Cup em Medinah. Quando questionado sobre a surpreendente falta de êxito de Scheffler em eventos de equipa, Henley respondeu de forma honesta: “Sim, estou, mas não estou. Sinto que, quando colocas o melhor jogador do mundo num campo de golfe difícil e jogas durante 72 buracos, normalmente é apenas uma pessoa que o empata ou supera. Em média, é ridículo.” Esta declaração revela a perplexidade em torno da discrepância entre o desempenho individual e o coletivo.
Os números corroboram a frustração de Henley. Em três aparições na Ryder Cup, Scheffler apresenta um registo de 3-6-3. Na edição do ano passado, tornou-se o primeiro jogador desde 1967 a perder todas as suas quatro partidas em equipa, conseguindo apenas um ponto após vencer Rory McIlroy em singulares. A sua performance em formatos de equipa tem sido especialmente desafiadora; na Ryder Cup de 2023, em Roma, Scheffler e Brooks Koepka sofreram uma derrota histórica de 9 e 7 em foursomes, o que deixou Scheffler em lágrimas.
A sua estatística na Presidents Cup também não é encorajadora, com um registo de 3-5-1 em duas participações, totalizando 6-11-4 em eventos internacionais de equipa. Este contraste é notável para um jogador que, como enfatizou Henley, provavelmente venceria a maioria dos oponentes em um torneio normal de 72 buracos. “Isso é ao longo de 72 buracos. Isso é um torneio normal de golfe,” explicou Henley. “Quando jogas 18 buracos e tens um parceiro, isso é muito diferente.”
Por outro lado, há motivos para otimismo para Scheffler. A sua melhor performance em eventos de equipa ocorreu na Presidents Cup de 2024 em Montreal, onde terminou com 3-2, contribuindo para uma vitória confortável da equipa dos EUA. Henley, que já jogou com Scheffler em várias competições, realçou a boa relação entre as famílias e refutou a ideia de que jogadores possam sentir pressão ao jogar com uma estrela como Scheffler. “Não senti isso tanto,” disse, elogiando o colega como um “incrível companheiro de equipa”.
À medida que se aproxima a Presidents Cup em Medinah, Scheffler tem a oportunidade de melhorar o seu registo. Ele lidera a equipa dos EUA em pontos, numa busca pela 11ª vitória consecutiva no evento. Apesar de ter alcançado quase tudo no golfe individual nos últimos anos, o seu desempenho em match play continua a ser uma das áreas em que não conseguiu igualar o sucesso que demonstrou em torneios regulares.
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