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BENFICA · 3 min de leitura

Quotização do Benfica cresce para 23,4 milhões apesar da quebra na UEFA

Quotização do Benfica cresce para 23,4 milhões apesar da quebra na UEFA

A força da massa associativa do Benfica continua a surpreender, mesmo em tempos de desafios financeiros. Os dados revelados no relatório e contas consolidado de 2025/26 mostram que as receitas de quotização aumentaram 8,9 por cento, alcançando os 23,4 milhões de euros, num cenário em que mais de 23 mil sócios aguardam pela aquisição de um Red Pass.

Este crescimento das quotizações surge num contexto de quebra nas receitas provenientes da UEFA, que desceram de 72,8 milhões para 53,9 milhões de euros. A razão para esta diminuição está relacionada com uma campanha menos rentável na Liga dos Campeões, onde os encarnados terminaram a fase de grupos no 24.º lugar, não conseguindo ultrapassar o playoff de acesso aos oitavos-de-final. Na temporada anterior, o Benfica tinha alcançado uma classificação de 16.º lugar e conseguido chegar aos oitavos.

O relatório revela que, apesar da diminuição dos prémios europeus, o segmento matchday, que inclui bilhética, quotização e receitas corporativas associadas aos jogos, cresceu 9 por cento, totalizando 68,5 milhões de euros. Este aumento representa um acréscimo de 5,7 milhões em comparação ao exercício anterior, evidenciando a resiliência e o apoio dos adeptos.

As quotas desempenharam um papel crucial neste crescimento, com a rubrica a gerar 23,4 milhões de euros, um valor que supera os 21,5 milhões registados na época anterior. Este aumento confirma a importância crescente dos sócios nas receitas recorrentes do clube. Além disso, as receitas totais de bilhética também apresentaram uma trajetória ascendente, atingindo 26,2 milhões de euros, um incremento de 13,1 por cento. Deste montante, 14,6 milhões de euros resultaram da venda de Red Pass, correspondendo a mais de 47 mil lugares comercializados para os jogos no Estádio da Luz.

A procura por Red Pass continua a superar a oferta, com a lista de espera para obtenção de um lugar já a ultrapassar os 23 mil sócios no final do último exercício. Este elevado número de adeptos à espera reforça o impacto que a massa associativa tem nas finanças do clube e a sua importância na construção de uma base sólida para o futuro.

Com estas cifras a serem apresentadas na assembleia geral do final do mês, o Benfica enfrenta agora o desafio de maximizar as suas receitas, especialmente em tempos de menor rentabilidade nas competições europeias. O apoio constante dos adeptos será fundamental para cimentar o caminho do clube em busca de melhores resultados nas próximas épocas.


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