No emocionante embate entre Benfica e SC Braga, a atuação da arbitragem foi, sem dúvida, um dos temas mais debatidos. Pedro Henriques, especialista em análises de futebol, não deixou passar em branco os momentos cruciais que marcaram o jogo. Com uma análise meticulosa, ele destacou uma série de decisões que levantaram questões acerca da eficácia do VAR e da gestão disciplinar do árbitro.
Logo aos 6 minutos, a controvérsia começou quando Nicolás Otamendi, ao tentar interceptar uma jogada, esticou a perna e derrubou Florian Grillitsch. Embora o árbitro tenha decidido por um livre direto, Henriques argumenta que deveria ter sido mostrado um cartão, pois a falta foi clara e impediu uma jogada de ataque promissora.
Avançando para os 9 minutos, a presença do VAR foi sentida quando um penálti inicialmente assinalado foi corretamente revertido. Otamendi, ao tocar o pé de Zalazar, não cometeu falta dentro da área, mas a infração impediu o jogador do Braga de seguir em uma clara oportunidade de golo. “A decisão do VAR foi acertada, mas deveria também ter ajudado em outros lances disciplinares”, afirmou Henriques, indicando que a tecnologia poderia ter desempenhado um papel mais ativo na gestão do jogo.
No minuto 31, o guarda-redes do SC Braga, Lukas Hornicek, foi advertido por atrasar o recomeço do jogo, uma situação que, segundo Henriques, deveria ser penalizada rigorosamente, mesmo que ocorra logo no início do encontro. “Todos os jogadores devem ser responsabilizados por perder tempo, independentemente da fase do jogo”, acrescentou.
O jogo continuou a ser marcado por lances polêmicos, como o momento em que Mario Dorgeles não recebeu um penálti aos 45 minutos após se desequilibrar e colidir com Richard Ríos. “Ele próprio provocou a falta”, destacou Henriques, refletindo sobre a decisão do árbitro.
Na segunda parte, aos 55 minutos, um momento crítico ocorreu quando Vítor Carvalho teve um toque de mão na área. “É um lance difícil, mas a mão estava fora do corpo, e deveria ter sido assinalado um penálti”, analisou Henriques, apontando para a necessidade de um olhar mais atenta sobre as jogadas que envolvem a mão.
Os 62 minutos trouxeram uma decisão acertada: um penálti claro a favor do Braga, após a falta de Paulo Oliveira sobre Pavlidis. “O árbitro não hesitou, e a decisão foi justíssima”, elogiou Henriques. No entanto, a controvérsia não parou por aí. Aos 69 minutos, uma entrada violenta de Prestianni sobre Ricardo Horta deveria ter resultado na revisão do cartão amarelo, considerando o risco à integridade física do jogador adversário.
O jogo culminou em mais decisões difíceis, como a expulsão de Nicolás Otamendi aos 89 minutos por acumulação de cartões. “Um erro de casting, a falta que sofreu não foi assinalada, e acaba por ser expulso por protestos”, comentou Henriques, sublinhando a ironia da situação.
Com seis minutos de compensação e um jogo repleto de decisões questionáveis, a análise de Pedro Henriques não só levantou questões sobre a eficácia do VAR, mas também sobre a consistência das decisões arbitrárias. “É fundamental que a arbitragem evolua e que o VAR seja utilizado de maneira mais eficaz para garantir a justiça no jogo”, concluiu, deixando claro que a discussão sobre a arbitragem e suas implicações está longe de terminar.
