Domingo, Fevereiro 15, 2026

Jordan Spieth confessa lesão e levanta dúvidas sobre recuperação da mão

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Jordan Spieth, um dos nomes mais reconhecidos no golfe, fez uma revelação surpreendente que levanta questões sobre o seu estado atual e o futuro no desporto. Durante a sua conferência de imprensa após a primeira ronda no AT&T Pebble Beach Pro-Am de 2026, o golfista de 30 anos descreveu o seu swing como “sólido”, uma afirmação marcante considerando que apenas dezoito meses se passaram desde a sua cirurgia no pulso esquerdo. No entanto, a sua jornada de recuperação não é isenta de desafios, e as suas declarações revelam a complexidade da sua situação.

“Está num ótimo lugar”, disse Spieth, referindo-se ao seu pulso durante a conferência. “É apenas a consistência e a rigidez do controlo da face que precisam de mais trabalho, e isso vem com a experiência de jogar mais torneios.” As suas palavras revelam um homem consciente do que é preciso para voltar ao auge, mas também ciente de que a prática em campo de golfe é insubstituível.

Após a cirurgia realizada em agosto de 2024, Spieth afirmou que a dor já não é uma variável que afete o seu desempenho, mas a falta de competição é um obstáculo. “Faço prática de performance no campo e sou tão bom como sempre”, confessou. “Mas trazer isso para o campo, lidar com um lie em declive, mudanças de vento, buracos difíceis — simplesmente não joguei muitas rondas desde agosto.” O que ele destaca é a diferença entre treinos e competições reais, onde cada decisão pode ser crucial.

Em uma semana crucial em Spyglass, Spieth enfrentou decisões difíceis e, embora tenha feito algumas escolhas erradas de taco no início, conseguiu ajustar-se à situação. Com um desempenho notável, ele conseguiu um impressionante -6, que ele próprio considera uma das suas melhores rondas em Pebble Beach. Este resultado foi sustentado por um putting forte e um shot de wedge bem executado. No entanto, ele reconheceu que a tomada de decisões ainda precisa de ajustes, uma questão que não deve ser subestimada à medida que se aproxima de grandes competições.

O seu swing, motivo de preocupação antes, agora parece estar a caminho da recuperação. Após meses de trabalho na sua trajetória de backswing, onde ajustou a sua pegada, Spieth parece estar a encontrar uma nova fluidez no seu jogo. “Realmente melhorou bastante desde agosto com muito trabalho”, afirmou confiante. “Não estou preocupado em que saia do controle. Estou apenas tentando aperfeiçoá-lo dia após dia.”

A questão que paira no ar é: quanto tempo levará para que Spieth consiga a consistência necessária para competir ao mais alto nível? Com o Masters de Augusta à vista em abril, o tempo é escasso. A sua performance na Costa Oeste nos próximos meses será crucial para determinar se o que vimos em Pebble Beach é um sinal de progresso ou apenas um primeiro passo.

O torneio de Pebble Beach não é o objetivo final para Spieth, mas sim um marco na sua jornada de recuperação. Com isenções vitalícias garantidas pelas suas vitórias no Masters de 2015, U.S. Open de 2015 e Open Championship de 2017, ele tem assegurada a sua entrada nas quatro majors de 2026, independentemente da sua classificação. No entanto, a recuperação cirúrgica foi apenas a primeira fase. Agora, Spieth está focado em recuperar a sua forma competitiva e a experiência que só pode vir através de torneios.

Os próximos meses são decisivos. À medida que se aproxima de Augusta, Spieth está a trabalhar arduamente para acumular rodadas, decisões e a experiência necessária para enfrentar os desafios que se avizinham. O tempo está a contar, e, à medida que se aproximam as grandes competições, todas as repetições se tornam vitais. Augusta está a apenas quatro meses de distância, e Spieth está em uma corrida contra o tempo para se preparar. A sua determinação e foco são evidentes, e o mundo do golfe aguarda ansiosamente para ver o que o futuro reserva para este talentoso atleta.

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