Num futebol cada vez mais globalizado e dominado financeiramente pela Europa, há um dado que continua a resistir às tendências do mercado: as bancadas. E, em 2025, quem reina acima de todos não é um gigante europeu, mas sim um colosso da América do Sul.
De acordo com um levantamento da plataforma Transfermarkt, o River Plate foi o clube com a maior média de espectadores por jogo em todo o mundo ao longo do ano de 2025, superando pesos-pesados do futebol europeu e confirmando a força cultural e emocional do futebol sul-americano.
River Plate no topo de um ranking maioritariamente europeu
A lista dos 20 clubes com maior média de assistências por jogo é largamente dominada por equipas europeias, reflexo da dimensão dos estádios, da estabilidade competitiva e da força das grandes ligas do continente. Ainda assim, é o River Plate quem surge no primeiro lugar, num feito que reforça o estatuto do clube argentino como uma verdadeira potência global fora das quatro linhas.
Outro representante sul-americano também marca presença no top 10: o Flamengo, confirmando que, apesar das diferenças económicas, a paixão nas bancadas continua a ser um trunfo decisivo do futebol da América do Sul.
Benfica é o único representante português no top 20
No que diz respeito ao futebol português, apenas o Benfica conseguiu garantir um lugar entre os 20 primeiros classificados a nível mundial, sendo o único clube nacional a figurar neste patamar de elite das assistências.
Mais abaixo na tabela surgem os restantes grandes do futebol português:
- Sporting – 46.º lugar, com uma média de 42.784 espectadores por jogo
- FC Porto – 57.º lugar, com uma média de 39.900 espectadores
Os números refletem a diferença de escala entre os campeonatos, mas também sublinham a consistência do Benfica enquanto principal força portuguesa nas bancadas.
Uma surpresa vinda da segunda divisão
Um dos dados mais curiosos do ranking é a presença de um clube de segunda divisão nacional entre os 20 primeiros do mundo em média de espectadores. Um sinal claro de que o envolvimento dos adeptos nem sempre depende do patamar competitivo, mas sim da identidade do clube, da ligação à cidade e da cultura futebolística enraizada.
Bancadas cheias continuam a ser poder
Num futebol cada vez mais analisado por métricas financeiras e digitais, este ranking lembra uma verdade essencial: o futebol vive das pessoas. Seja em Buenos Aires, Lisboa, Rio de Janeiro ou nas grandes capitais europeias, encher estádios continua a ser um dos maiores indicadores de grandeza de um clube.
O domínio europeu é evidente, mas em 2025 o topo pertence ao sul do continente americano — com o River Plate a provar que, quando o assunto é paixão, poucos conseguem competir.
