A temporada do Barcelona atravessa um momento crítico, marcado por uma sequência de derrotas devastadoras que deixaram os adeptos em estado de choque. Após um humilhante desaire por 4-0 frente ao Atlético de Madrid nas meias-finais da Taça do Rei, a equipe de Hansi Flick sofreu ainda mais ao cair por 2-1 contra o Girona, treinado por Michel, na La Liga. Estes resultados não só desgastaram a moral do plantel, mas também expuseram de forma alarmante a fragilidade do sistema defensivo da equipa, especialmente a sua linha alta vulnerável.
O que se passa com a defesa do Barcelona? Segundo o jornal Mundo Deportivo, a busca incessante de Hansi Flick por uma formação defensiva está a revelar-se um verdadeiro quebra-cabeças. O treinador tem tentado todas as opções possíveis para estabilizar a retaguarda, realizando ajustes táticos e técnicos frequentes, mas sem conseguir encontrar uma solução definitiva. Em 38 partidas oficiais nesta temporada, Flick utilizou impressionantes 16 formações defensivas diferentes. Curiosamente, ele repetiu a mesma formação 11 vezes, mas nunca de forma consecutiva.
Dentro desta rotação intensa, uma combinação específica de jogadores emergiu como a mais utilizada: Jules Kounde, Pau Cubarsi, Eric Garcia e Alejandro Balde. Este quarteto já começou em conjunto em 12 ocasiões em todas as competições, incluindo oito jogos na liga. No entanto, mesmo com essa utilização frequente, a dupla de centrais preferida na equipe continua a ser Cubarsi ao lado de Gerard Martin, o que evidencia a instabilidade que assola a defesa.
A situação é tão crítica que Flick foi forçado a fazer várias adaptações posicionais, utilizando quatro laterais direitos diferentes ao longo da campanha. Kounde e Garcia têm sido os mais recorrentes na faixa direita, enquanto Marc Casado e Joao Cancelo também foram chamados em certos momentos. Esta necessidade de adaptação levou a que jogadores naturais como Garcia fossem reconfigurados como médios e laterais, e até Cancelo teve de atuar como lateral esquerdo para cobrir as lacunas estruturais na defesa.
A falta de uma estrutura defensiva sólida não só compromete os resultados da equipa, mas também coloca em risco a continuidade de Hansi Flick no comando do Barcelona. Os adeptos exigem respostas e uma reviravolta rápida, enquanto o treinador luta contra o tempo para encontrar a combinação certa que possa devolver a estabilidade e a confiança à equipa. O futuro de Flick e a ambição do Barcelona dependem agora da sua capacidade de resolver este enigma defensivo antes que seja tarde demais.
