Terça-feira, Janeiro 27, 2026

A era de Ruben Amorim na sombra do fracasso: Conclusão alarmante para o Man United

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Ruben Amorim, o ex-treinador do Manchester United, viveu um verdadeiro conto de fadas que rapidamente se transformou em pesadelo. Quando foi apresentado como o novo comandante dos Red Devils, Amorim exibia um sorriso sonhador e uma confiança quase ingênua: “Sou um pouco sonhador. Chamem-me ingênuo, mas sinto que sou o homem certo no momento certo.” No entanto, o que se seguiu foi uma série de desilusões que não apenas mancharam a sua reputação, mas também deixaram o clube à beira da crise.

Com uma aura carismática que prometia muito, Amorim não conseguiu traduzir esse magnetismo em resultados concretos. Em apenas 14 meses à frente do United, a sua percentagem de vitórias de 38,71% coloca-o numa lista sombria, ao lado de treinadores como Wilf McGuinness e Frank O’Farrell, e levanta a questão: será ele o pior treinador da história do clube desde a década de 1930? As expectativas eram elevadas quando Amorim deixou o Sporting CP, onde obteve um desempenho invicto na liga portuguesa e uma segunda posição na Liga dos Campeões. Porém, a realidade em Old Trafford revelou-se desastrosa.

Na sua conferência de despedida, Amorim desabafou que “cada departamento precisa fazer o seu trabalho”, uma declaração que ecoa com ironia, dado que o seu desempenho não foi nem de perto considerado satisfatório. A falta de entendimento entre o treinador e o clube foi palpável, como se evidencia na sua infame tática 3-4-3, que falhou em se ajustar às necessidades e expectativas do plantel. O que poderia ter sido uma transição cuidadosa para uma nova era, tornou-se um erro de cálculo colossal.

Um dos principais erros do Manchester United foi a sua decisão de manter Erik ten Hag por mais uma temporada, permitindo-lhe gastar cerca de £200 milhões em jogadores que, no final, não se encaixavam nas ideias de Amorim. Com a saída de Ten Hag em outubro, Amorim, que não estava entre os candidatos considerados anteriormente, tornou-se a única opção viável. O clube pagou ao Sporting €11 milhões por sua contratação, um valor que agora parece um desperdício.

A estreia de Amorim à frente do United foi marcada por uma rápida vitória, com Marcus Rashford a marcar logo nos primeiros 80 segundos do jogo contra o Ipswich. Contudo, essa breve euforia foi rapidamente eclipsada por uma sequência de resultados dececionantes que se intensificaram. O mês de dezembro de 2024 foi particularmente traiçoeiro, com o United a sofrer seis derrotas, um feito que não ocorria desde 1930, e a única vitória significativa foi um golpe de sorte contra o Manchester City.

A verdade é que, embora houvesse momentos de resiliência, como a vitória sobre o City e uma persistente luta contra os gigantes do futebol, os resultados contra equipas de meio da tabela foram desastrosos. Em 17 partidas contra adversários que terminaram entre o quinto e o décimo sétimo lugar na temporada anterior, o United somou apenas 11 pontos, perdendo em casa para equipas como Nottingham Forest e Bournemouth, e sendo eliminado da FA Cup por um Fulham que não se esperava.

Em suma, a passagem de Ruben Amorim pelo Manchester United não foi apenas uma história de desilusão, mas um alerta para o clube sobre a importância de uma visão clara e de uma gestão eficaz. A sua era, marcada por erros e decisões questionáveis, deixa a porta aberta para uma nova reflexão sobre o futuro da equipa e dos seus líderes. A procura por um novo treinador já começou, e a expectativa é que o próximo seja finalmente capaz de devolver ao United a glória que tanto anseiam os seus adeptos.

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