Sexta-feira, Fevereiro 20, 2026

Arbeloa defende Vinícius júnior após ofensas racistas e pede justiça

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O escândalo racial que envolve Vinicius Júnior continua a dar que falar no mundo do futebol, e a recente defesa do treinador do Real Madrid, Álvaro Arbeloa, trouxe à tona questões cruciais sobre a intolerância no desporto. Arbeloa, em resposta aos comentários do ex-técnico José Mourinho, enfatizou que “nada do que Vini tenha feito em campo justifica um ato racista”, sublinhando a gravidade da situação que ocorreu durante o jogo contra o Benfica.

Na véspera do confronto com o Osasuna, a tensão era palpável após um insulto racial alegadamente proferido pelo jovem jogador do Benfica, Gianluca Prestianni, que levou à ativação do protocolo anti-racismo por parte do árbitro, resultando numa interrupção de dez minutos. Enquanto Mourinho desviou o foco para as celebrações de Vinicius, Arbeloa manteve-se firme na defesa do seu jogador, afirmando que “é um ato racista que não queremos ver novamente; não tem lugar no nosso desporto”.

A situação complicou-se ainda mais quando Arbeloa revelou que, caso Vinicius tivesse decidido abandonar o campo, toda a equipe o teria seguido. “Acredito que fui claro, o importante é lutar contra esses atos. É inaceitável. Não vamos permitir ou tolerar isso. Quero deixar claro, especialmente quando envolve um colega profissional”, disse Arbeloa com firmeza. Ele não hesitou em expressar o seu orgulho pela reação de todos durante o incidente, destacando a solidariedade da equipa.

Quando questionado diretamente sobre a interpretação de Mourinho, Arbeloa optou por evitar críticas pessoais, mas refutou a ideia de que Vinicius tivesse provocado a situação. “Todos viram o que aconteceu, estávamos todos a assistir ao jogo. O que realmente importa é que não podemos mudar o assunto. Temos uma grande oportunidade pela frente”, afirmou, reafirmando que a celebração de Vinicius, que incluiu danças, é algo comum no futebol e que não deve ser visto como provocação.

A UEFA já abriu uma investigação sobre as alegações, e caso Prestianni seja considerado culpado, poderá enfrentar uma suspensão mínima de dez jogos. Com a incerteza a pairar, Arbeloa apelou à UEFA para que demonstre autoridade real na questão. “Agora está nas mãos da UEFA. É hora de mostrar que não se trata apenas de palavras; eles têm feito um bom trabalho nisso ao longo dos anos”, declarou o treinador.

Arbeloa expressou a sua crença de que devem ser aplicadas sanções, considerando que esta é uma oportunidade para marcar um ponto de viragem. “Sabemos a paixão que o futebol desperta, mas o que aconteceu é intolerável. Vinicius está a decidir jogos, a marcar golos incríveis, e ele não tem medo. Ele pode enfrentar situações como a do outro dia e ainda voltar ao campo. Todos nós recebemos insultos, infelizmente, mas nunca fui insultado pela cor da minha pele”, confessou.

Concluindo, Arbeloa reafirmou que a Real Madrid estará sempre ao lado de Vinicius, defendendo-o com todas as forças. A equipa agora prepara-se para viajar para El Sadar, onde pretende manter a liderança sobre o Barcelona na La Liga, enquanto as repercussões deste incidente ainda ecoam pelo desporto. A luta contra o racismo no futebol continua a ser uma batalha necessária e urgente, e os próximos passos da UEFA serão cruciais para o futuro do desporto.

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