Álvaro Arbeloa, o novo timoneiro do plantel do Real Madrid, assumiu o cargo de treinador principal em janeiro, após uma derrota humilhante frente ao Barcelona na final da Supertaça de Espanha. Esta mudança abrupta no comando técnico pareceu uma decisão impensada da direção do clube, que decidiu despedir Xabi Alonso devido a tensões internas que pairavam sobre a equipa. A abordagem rigorosa de Alonso e a sua insistência em colocar o coletivo à frente dos egos individuais de super estrelas não caíram bem entre os jogadores, levando a um ambiente de descontentamento.
No entanto, o que começou como uma esperança de renovação sob a liderança de Arbeloa rapidamente se transformou em um pesadelo. Embora Arbeloa tenha conseguido apaziguar a situação no balneário com a sua abordagem diplomática, os números não mentem: o desempenho da equipa sob o seu comando é alarmantemente inferior ao que foi observado durante a era de Alonso.
Os números falam por si só. Com Alonso ao leme, o Real Madrid apresentava-se como um forte candidato em todas as competições. O clube estava na corrida para vencer a Copa do Rei, mantinha-se seguro entre os oito melhores na UEFA Champions League e lutava por um lugar no topo da La Liga, atrás apenas do eterno rival, Barcelona. Em contraste, sob a égide de Arbeloa, a equipa foi eliminada da Copa do Rei por Albacete, caiu para fora dos lugares de qualificação na Champions League e viu-se a lutar apenas para passar a fase de grupos, enquanto continuava a ficar para trás na liga espanhola.
Os números são claros: durante a gestão de Alonso, a equipa disputou 28 jogos, conquistando 20 vitórias, 3 empates e apenas 4 derrotas, uma taxa de derrotas de apenas 17,86%. No entanto, a situação sob Arbeloa é preocupante. Recentemente, o Real Madrid sofreu duas derrotas consecutivas na liga, frente a Osasuna e Getafe, um feito que não acontecia desde 2019. As dúvidas acerca da capacidade de Arbeloa de liderar a equipa estão a aumentar, e a falta de discussões sobre uma possível demissão é uma ironia, considerando que durante a era de Alonso, a pressão em torno do seu futuro era intensa, apesar do seu desempenho superior.
Este cenário levanta questões sérias sobre a forma como a direção do clube reage às dinâmicas do balneário. A falta de ação em relação ao desempenho de Arbeloa contrasta com a rapidez com que foram tomadas decisões em relação a Alonso, revelando uma tendência preocupante na gestão do Real Madrid que poderá ter repercussões no futuro. A situação atual não só mancha o prestígio do clube, como também poderá afetar a confiança dos adeptos e a moral da equipa. O futuro de Arbeloa no comando do Real Madrid está agora em cheque, e a sua habilidade para inverter esta maré negativa será crucial nos próximos jogos.
