Arsenal à beira do colapso: a ameaça real de uma temporada sem troféus que está a deixar fãs em pânico
Quando, há poucas semanas, parecia que o Arsenal ia conquistar quatro troféus numa temporada épica, ninguém poderia imaginar que a realidade se iria transformar num pesadelo. Agora, o cenário é outro: a equipa de Mikel Arteta está a perder o ritmo, a confiança desvanece e o fantasma de terminar a época sem um único título está mais próximo do que nunca. É hora de soar o alarme — o Arsenal está em crise e os sinais são preocupantes.
O último desaire caseiro contra o Bournemouth foi um autêntico choque que revelou um grupo sem chama, sem energia e, sobretudo, sem crença. O que se viu em campo foi uma equipa congelada, incapaz de impor o seu jogo, uma imagem que reflete uma crise emocional e desportiva profunda. Arteta não escondeu a gravidade da situação: “É um golpe forte. Agora, temos de saber reagir. Tem de doer. Não há zonas cinzentas. Ou levantamos a cabeça e lutamos ou estamos fora. É isto que o futebol a este nível exige.”
A reação dos adeptos no apito final, com assobios e protestos, não foi gratuita. A derrota foi má, e não surgiu do nada — é o culminar de uma fase instável e cheia de tropeções. A criatividade da equipa desapareceu há já algum tempo, refletida até na vitória morna por 2-0 contra o Everton, onde os golos surgiram apenas no final do jogo. A derrota na final da Taça da Liga em Wembley contra o Manchester City foi um golpe duríssimo que parece ter minado a moral do plantel.
Desde então, o Arsenal perdeu na Taça de Inglaterra contra o Southampton, uma equipa de segunda linha, e apenas conseguiu uma vitória sofrida e apertada contra o Sporting de Lisboa na primeira mão dos quartos de final da Liga dos Campeões. Jogadas desajeitadas, erros em catadupa e falta de coesão foram a constante, repetindo-se no confronto com o Bournemouth.
Arteta admitiu a fraqueza da sua equipa: “Fizemos muitas coisas estranhas hoje. Estivemos longe do nosso nível.”
Apesar de ainda liderarem a Premier League com nove pontos de vantagem, a pressão sobre o Arsenal é imensa. O Manchester City tem dois jogos em atraso e recebe os Gunners já no próximo fim de semana — um duelo decisivo que pode inverter todas as contas. A possibilidade de uma derrota em Manchester, seguida de uma perda de pontos em casa contra o Newcastle, é real e pode entregar o título diretamente aos Citizens.
Se há poucas semanas ninguém acreditava neste cenário, hoje é uma ameaça que paira sobre o clube e marca o que pode ser uma semana decisiva na era Arteta: “É uma semana enorme. Está tudo em jogo. Ainda estamos numa boa posição nas duas competições, mas precisamos de melhorar, disso não há dúvidas.”
Mas a grande questão que todos colocam é: o que acontecerá ao treinador se o Arsenal terminar a época sem um troféu? Depois de investimentos massivos e várias temporadas de quase conquistas, esta temporada parecia a oportunidade certa para Arteta cimentar o seu projeto. A ausência de títulos, especialmente com a hipótese do campeonato a escapar, vai certamente aumentar a pressão e as críticas.
Arteta transformou o Arsenal, renovando a equipa e o clube, mas o futuro do técnico pode depender de um desfecho vitorioso. Sem um troféu para apresentar, as dúvidas crescerão e a paciência da direção e dos adeptos poderá esgotar-se rapidamente.
A verdade é que, se ainda havia alguma tranquilidade nas bancadas, essa já não existe. O relógio avança e o Arsenal caminha perigosamente para uma temporada vazia de conquistas. A hora de se preocupar a sério é agora — porque acabar sem nada será um duro golpe para um gigante do futebol inglês.
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