Depois de uma vitória convincente por 4-0 sobre o Wigan, Mikel Arteta, o treinador do Arsenal, expressou a sua crescente preocupação sobre o rumo da temporada da sua equipa. O fantasma das lesões, que já assombraram o clube nas últimas duas temporadas, voltou a fazer-se sentir, e Arteta não esconde o receio de que a história se repita. “Antes eram os avançados, depois os defesas, agora são os médios…”, desabafou, evidenciando a sua inquietação com a situação atual da equipa.
As lesões têm sido um problema crónico para o Arsenal, e a mais recente adição à lista dos ausentes é Martin Ødegaard, que se junta a Mikel Merino e Kai Havertz, deixando Arteta com opções muito limitadas para rodar a sua formação. “Ainda estamos a lidar com isso, mas precisamos de alguns jogadores de volta e em forma, não apenas para aumentar o número, mas para nos oferecer diferentes opções em relação aos adversários que temos pela frente. Quanto mais rápido, melhor”, afirmou o técnico, sublinhando a urgência da necessidade de recuperar jogadores essenciais.
O Arsenal enfrenta atualmente a dura realidade de ter cinco jogadores lesionados, um desafio que, à primeira vista, pode parecer manejável. Contudo, o problema agrava-se pelo facto de a maioria das ausências se concentrar no meio-campo, onde tanto Merino quanto Ødegaard são peças-chave na formação titular. Havertz e Dowman, que poderiam ser alternativas viáveis, também estão indisponíveis, o que levou Arteta a uma solução de emergência, utilizando Bukayo Saka numa posição central, enquanto Eberechi Eze e Christian Nørgaard formavam a base do meio-campo.
Neste momento crítico da temporada, o Arsenal está a lutar em quatro frentes e a gestão de lesões é uma prioridade absoluta para Arteta. Apesar de o plantel ter profundidade suficiente para lidar com a situação, a verdade é que a equipa está a um passo de uma crise que pode mudar os seus planos. O objetivo imediato é chegar à pausa internacional de março sem mais contratempos. Espera-se que Havertz e Dowman estejam disponíveis até lá, enquanto se aguarda que Ødegaard não sofra uma lesão prolongada.
Nos próximos cinco semanas, o Arsenal terá que enfrentar até nove jogos em diversas competições, uma tarefa monumental, especialmente com um setor já debilitado. Os desafios incluem as duas mãos dos oitavos de final da Liga dos Campeões, onde enfrentarão equipas como Bayer Leverkusen, Atalanta, Borussia Dortmund ou Olympiacos, além de partidas difíceis na Premier League contra Tottenham e Chelsea, e a quinta ronda da Taça de Inglaterra. O culminar deste intenso calendário será a final da Carabao Cup contra o Manchester City, um jogo que poderá determinar o rumo da temporada.
Arteta e os seus jogadores sabem que, para terem sucesso, não podem permitir mais lesões. A pressão está em alta, e a capacidade do Arsenal de navegar estas águas turbulentas será posta à prova nas próximas semanas. O futuro da equipe depende da sua capacidade de superar os obstáculos, e a resiliência mostrada até agora poderá ser a chave para a conquista de títulos.
