Domingo, Fevereiro 22, 2026

Atalanta vence o Napoli em jogo polémico com golo anulado

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A noite de Bergamo transformou-se num verdadeiro campo de batalha para o Napoli, que saiu frustrado após uma derrota por 2-1 frente à Atalanta, uma partida marcada por decisões de arbitragem controversas que deixaram os adeptos e jogadores em fúria. O diretor desportivo do Napoli, Giovanni Manna, foi enviado imediatamente à sala de imprensa após o apito final, com a missão de preparar o terreno para um protesto formal contra as decisões do árbitro e do VAR.

O embate começou com o Napoli a abrir o marcador, graças a um cabeceamento de Sam Beukema. Contudo, a alegria durou pouco, pois logo a seguir, a controvérsia tomou conta do jogo. O árbitro Daniele Chiffi inicialmente assinalou uma grande penalidade a favor da Atalanta, mas a decisão foi rapidamente revogada após uma revisão no VAR. O lance em questão envolveu Rasmus Hojlund, que foi ao chão após um contato com Isak Hien. Apesar de haver contacto, o árbitro decidiu que a falta não existia.

O ex-árbitro da Serie A, Luca Marelli, comentou sobre esta decisão, afirmando: “Havia uma suposta falta: houve contacto entre os joelhos, mas Hien não se moveu em direção a Hojlund. A partir do meu ponto de vista, não era penalti, portanto a decisão de revogá-lo está correta.”

Mas o verdadeiro clímax da controvérsia surgiu quando Miguel Gutierrez marcou um golo para o Napoli logo após o reinício do segundo tempo. A celebração foi abruptamente interrompida por Chiffi, que anulou o golo devido a uma falta considerada leve sobre Hien. Para agravar a situação, o VAR não se envolveu, deixando os adeptos perplexos.

Marelli expressou a sua frustração em relação a esta decisão, afirmando: “O incidente relacionado com o golo de Gutierrez foi muito complexo. Chiffi deixou passar, e ambos os jogadores ajudaram-se com os braços. Não entendo porque o golo foi anulado. Talvez tenha havido alguma colaboração com o assistente, mas mesmo que Hojlund tenha feito uma leve pressão com o braço no lado de Hien, francamente, não vejo faltas. Hien viu-se ultrapassado e saiu-se muito facilmente.”

A controvérsia não se ficou por aqui. A discussão em torno do VAR e das suas limitações continua a agitar o mundo do futebol, e esta partida apenas adiciona combustível a um fogo já ardente. As chamadas para a demissão dos oficiais da AIA estão a aumentar, à medida que as críticas à utilização da tecnologia na arbitragem se intensificam. A situação em Bergamo levanta questões inquietantes sobre a integridade do jogo e a capacidade de os árbitros tomarem decisões justas e precisas em momentos cruciais.

A luta do Napoli não termina aqui; as consequências desta partida poderão ecoar por muito tempo, tanto dentro como fora do campo.

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