Num desfecho inesperado na corrida pelo jovem talento inglês Anthony Gordon, o gigante alemão Bayern Munique entrou com força na luta para garantir a contratação do extremo de 25 anos, atualmente em destaque no Newcastle United. Esta nova reviravolta pode colocar em risco os planos do Manchester United, que tinha o jogador como alvo prioritário para reforçar o flanco esquerdo da equipa.
O Manchester United, determinado a reforçar as alas no próximo mercado de verão, está a procurar um jogador capaz de replicar o impacto que Amad Diallo tem tido no flanco direito. Embora o lado direito do ataque seja uma zona forte para os Red Devils — com Bryan Mbeumo, a contratação mais cara da última época, e o prodígio da academia Shea Lacey a terem boas performances — o lado esquerdo continua a ser uma preocupação séria. A transição do sistema tático de Ruben Amorim para o esquema mais clássico de 4-2-3-1, implementado por Michael Carrick, exigiu um extremo natural que consiga explorar o jogo em largura e profundidade.
A prioridade dos responsáveis do United está clara: contratar um extremo esquerdo de qualidade, enquanto também reforçam o meio-campo, onde a contratação de um jogador de topo é tida como urgente. Nomes como Yan Diomande, veloz extremo do RB Leipzig, Iliman Ndiaye do Everton e Morgan Rogers do Aston Villa são opções consideradas, todas com experiência na Premier League — uma característica valorizada pelo fundo de investimento INEOS, que tem vindo a ditar a estratégia do clube.
Contudo, Anthony Gordon apresenta-se como um candidato de peso, com um percurso ascendente desde a sua transferência de 45 milhões de libras do Everton para o Newcastle, em 2022. O internacional inglês tem sido peça-chave na equipa de Eddie Howe, mas uma temporada turbulenta em St James’ Park, marcada pela ausência quase certa de futebol europeu na próxima época e por uma situação financeira delicada, pode abrir portas para a saída de várias estrelas, incluindo Gordon, Sandro Tonali e Bruno Guimarães. O Manchester United parece pronto para aproveitar esta fragilidade dos Magpies, com Michael Carrick a pressionar para que Gordon seja o “alvo número um” do clube neste verão, estando em curso negociações para uma oferta que poderá rondar os 80 milhões de libras.
No entanto, o United enfrenta agora forte concorrência do Bayern Munique, conforme revelou o jornalista Florian Plettenberg. O clube bávaro está “a considerar seriamente” avançar para a contratação do extremo inglês, tendo já havido “conversações concretas” com os representantes do jogador, ainda que as negociações entre clubes não tenham começado. O Bayern vê Gordon como uma opção para competir e fazer a sombra a Jamal Musiala, jovem estrela que tem brilhado na Allianz Arena após a sua transferência milionária do Liverpool.
Este cenário cria uma dinâmica interessante: caso o Manchester United perca a corrida por Gordon para o Bayern, isso poderá aumentar as hipóteses dos Red Devils assegurarem Yan Diomande, outro alvo cobiçado, dado que o Bayern também está na luta pelo extremo do Leipzig. Em suma, esta guerra de interesses pode redirecionar o mercado e as prioridades das principais potências europeias.
Analisando o perfil do jogador, Anthony Gordon encaixa perfeitamente na política de transferências do INEOS, que tem evitado gastos excessivos em apostas arriscadas. O extremo é conhecido pela sua velocidade explosiva e capacidade de jogar em transição — qualidades que o tornam uma arma letal em contra-ataques rápidos. Contudo, Gordon revela limitações quando confrontado com defesas fechadas e organizadas, um problema que o Manchester United tem encontrado recorrentemente nesta época. Este défice explica a disparidade dos seus números: 10 golos em 12 jogos na Liga dos Campeões, mas apenas 6 em 26 partidas na Premier League.
Por isso, mesmo que Newcastle exija uma verba elevada, especialmente numa eventual abordagem do fundo INEOS — com quem mantém uma relação conturbada —, Gordon não é, à partida, o tipo de extremo que justificaria um investimento massivo para colmatar lacunas tácticas mais profundas no United. A decisão do clube de Manchester terá de pesar entre a necessidade imediata e a sustentabilidade financeira, enquanto o Bayern ameaça complicar ainda mais este mercado de verão que promete ser dos mais emocionantes dos últimos anos.
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