O presidente do Inter de Milão, Beppe Marotta, lançou um olhar esperançoso sobre o ambicioso projeto do novo San Siro, prometendo uma transformação radical para ambos os clubes milaneses. Em declarações à DAZN, através da FCInterNews, Marotta destacou como a nova infraestrutura não apenas melhorará as condições de jogo, mas também revitalizará as finanças da instituição.
O AC Milan e o Inter uniram forças para desenvolver um novo estádio de última geração, um passo estratégico que já está em marcha. O terreno necessário para a construção já foi adquirido, e o renomado arquiteto britânico Norman Foster lidera o projeto. Apesar do San Siro ser uma lenda no panorama do futebol mundial, a verdade é que já não atende às exigências modernas para partidas de alto nível.
“Finalmente, conseguimos abrir o caminho, pavimentando uma estrada que nos levará ainda mais longe,” afirmou Marotta, transmitindo um otimismo contagiante sobre esta nova era. O presidente enfatizou as dificuldades enfrentadas para avançar com o projeto, devido à burocracia italiana que costuma ser um obstáculo para iniciativas como esta. “Comprar o San Siro foi muito complicado, mas graças à determinação de Ralph e Scaroni, conseguimos concluir o contrato,” acrescentou.
O novo estádio promete ser uma obra-prima moderna, com foco em segurança, conforto e hospitalidade, características que são cada vez mais exigidas pelos adeptos. Marotta também fez questão de destacar que, embora o campo não seja movível como o do Real Madrid, a tecnologia moderna permitirá que ajustes sejam feitos rapidamente, em apenas um dia.
Questionado sobre os desafios que envolvem a conclusão de um projeto dessa magnitude na Itália, Marotta não hesitou em apontar as deficiências políticas que têm prejudicado o desenvolvimento das infraestruturas desportivas. “Hoje, graças à presença de um Ministério do Esporte e a um Ministro como Abodi, existe uma disposição para mudar essa realidade,” comentou, referindo-se à recente nomeação de um comissário especial para estádios.
Ele sublinhou a importância das novas instalações não apenas para o entretenimento, mas também para a economia local e nacional. “Quando falamos sobre investimentos na ordem de 1,6 a 1,7 bilhões de euros, é evidente que são significativos para a economia do país,” disse, sugerindo que a superação de obstáculos burocráticos é crucial para o sucesso do projeto.
Marotta é claro ao afirmar que estamos à beira de uma nova era para os clubes milaneses, rompendo com um período de estagnação que os deixou para trás em comparação com outras grandes ligas europeias. “Nos últimos 20 anos, a Europa construiu ou renovou 250 estádios, enquanto a Itália só conta com 6. Isso diz muito sobre a nossa situação,” lamentou.
Ele concluiu com uma visão de futuro promissora: “O estádio deve ser o lar dos fãs, dos clubes e dos jogadores. Do ponto de vista econômico, representa um ativo valioso que pode ajudar a aumentar a receita. Estamos a ficar para trás; geramos cerca de 80 milhões de euros, enquanto Real Madrid e Barcelona alcançam entre 250 e 300 milhões. O nosso objetivo é mais do que dobrar essa receita.”
Com essas palavras, Beppe Marotta não apenas traçou um panorama do futuro do Inter e do AC Milan, mas também acendeu a esperança dos adeptos por um renascimento do futebol milanês, colocando as duas instituições no centro do futebol europeu moderno.
