Calafiori revela conversa surpreendente com Gattuso sobre a seleção italiana

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Riccardo Calafiori, uma estrela em ascensão do futebol italiano, está pronto para entrar em campo frente à Irlanda do Norte na decisiva meia-final do play-off de acesso ao Mundial esta quinta-feira. O defesa do Arsenal, cheio de otimismo, comentou com humor: “Falei mais com o Gattuso do que com a minha mãe nos últimos meses”, destacando a intensa comunicação e apoio recebidos do selecionador.

Numa conferência de imprensa em Coverciano, Calafiori abordou as dúvidas sobre a sua condição física após sentir algum desconforto na recente derrota do Arsenal por 2-0 frente ao Manchester City na final da Taça da Liga Inglesa. “Sinto-me bem. Vamos ver hoje em campo, mas estou bem. Num momento tão delicado, o essencial é viver sempre o presente, desfrutar de cada momento e focar-nos jogo a jogo”, afirmou, demonstrando confiança antes de um encontro crucial.

A Itália enfrenta a Irlanda do Norte num jogo de alta importância que poderá abrir caminho para a presença no Mundial, com uma eventual final frente ao País de Gales ou à Bósnia e Herzegovina. Calafiori sublinhou que a equipa está concentrada no seu próprio desempenho. “Sinceramente, como sempre disse, prefiro focar-me em nós; não é o momento de pensar nos adversários; depende mais de nós”, afirmou.

O jogador destacou ainda a importância das bolas paradas, um ponto forte conhecido da seleção norte-irlandesa: “Nas bolas paradas, acho que temos de estar muito concentrados, especialmente defensivamente. Sabemos que podem ser perigosos nessas situações.” Calafiori alertou para a necessidade de máxima atenção durante todo o jogo: “Assim que têm a bola, vão tentar jogar dessa forma. A única maneira é tentar evitar ao máximo esse tipo de jogadas.”

Depois de duas épocas no Arsenal, Calafiori refletiu sobre as diferenças entre o futebol italiano e o inglês. “Fala-se muito da Premier League, mas no final só nós [Arsenal] estamos lá [na Liga dos Campeões]”, comentou. Acrescentou ainda: “A maior diferença está sobretudo na intensidade dos treinos e dos jogos. Na Premier League, o verdadeiro treino é o jogo, especialmente numa equipa como a nossa que joga duas vezes por semana.”

Apesar das dificuldades defensivas da Itália, que sofreu nove golos em seis jogos sob o comando de Gattuso, Calafiori mantém-se tranquilo. “Não é o principal problema… não devemos pensar no passado, mas manter-nos unidos nestes dias e alcançar o resultado que todos queremos”, afirmou, reforçando a importância da união.

Calafiori falou também sobre a sua relação com Gattuso, que tem sido uma figura importante em momentos difíceis. “Apreciei muito a atitude do treinador. Falei mais com ele do que com a minha mãe nos últimos meses”, disse, recordando um jantar recente com colegas que fortaleceu o espírito de grupo. “Parecia uma noite entre amigos. Falámos de futebol e de outras coisas.”

À medida que a expectativa cresce para o jogo, Calafiori destacou a mentalidade coletiva da equipa. “Porque todos queremos a mesma coisa… gosto de pensar de forma positiva”, afirmou, reconhecendo a importância do momento. “Esta semana pode trazer felicidade e levar-nos ao Mundial na América, é a única coisa em que penso.”

Com 29 jogos realizados esta temporada e a estreia pela seleção principal pouco antes do Euro 2024, Calafiori quer aproveitar a oportunidade. “Há milhões de pessoas a ver-nos, mas vejo isso como uma oportunidade… Isto é algo com que sonhamos desde crianças. Mal posso esperar para jogar este jogo”, concluiu.

Este artigo aparece primeiro em Apito Final.

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