Terça-feira, Janeiro 27, 2026

Carragher explica por que o Liverpool não deve aceitar o que aconteceu contra o Fulham

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O recente desaire do Liverpool no Craven Cottage não foi apenas uma amarga derrota; foi um alerta estrondoso sobre fragilidades estruturais que podem comprometer a temporada da equipa. Com um empate sofrido nos minutos finais, a conversa não se limita ao resultado, mas sim às falhas que permitiram que Harrison Reed marcasse um golo espetacular, arruinando o que parecia ser uma vitória suada.

Jamie Carragher, antigo defesa do Liverpool e agora comentador na Sky Sports, analisou a jogada crucial que precedeu o golo de Reed, e a sua conclusão é clara: a estrutura defensiva do Liverpool deixou muito a desejar. “Foi um golo incrível”, admitiu Carragher, mas sublinhou que “não deveria ser tão fácil conseguir um remate à entrada da área.” A questão não é apenas o resultado, mas sim como a equipa permitiu que isso acontecesse.

Carragher desmantelou a jogada, focando num lançamento de linha de Fulham que ocorreu quase dez minutos antes do golo, onde já era possível notar um padrão preocupante. O Liverpool adoptou uma abordagem man-to-man pesada, enquanto jogadores como Ibou Konaté, Virgil van Dijk e Milos Kerkez ocupavam posições zonais. Essa configuração, segundo Carragher, resultou numa sobrecarga ao redor da área, permitindo ao Fulham explorar ângulos de remate, em vez de simplesmente despejar a bola para a frente.

“Estamos a ceder espaço à entrada da área”, destacou Carragher, “o que infelizmente se tornou um convite que foi aceito.” A coragem do Fulham em resistir à pressão e a optar por jogar a bola em vez de procurar um alívio rápido foi elogiada pelo ex-jogador, mas isso não deve servir como desculpa para a falta de controlo do Liverpool.

Curtis Jones, jovem talento da equipa, reconheceu que durante o intervalo foi discutido a necessidade de mostrar mais garra, refletindo a mediocridade da primeira parte. Essa honestidade ressoa com a análise de Carragher, que acredita que as falhas são mais estruturais do que meramente uma questão de azar. John Aldridge, outro antigo ícone do Liverpool, também expressou uma aceitação resignada, sugerindo que se a equipa não consegue vencer nos momentos finais, “essa é a única forma de aceitar a situação”, enquanto aponta que o objetivo a longo prazo agora parece ser apenas o quarto lugar.

Este golo tardio encaixa-se numa tendência preocupante, sendo o sétimo golo de menor xG (Expected Goals) que o Liverpool permitiu na liga ou em competições europeias desde 2017. Apesar de sob a liderança de Arne Slot o Liverpool permanecer competitivo, momentos como este ressaltam como pequenos detalhes podem definir o rumo dos jogos.

A análise de Carragher, longe de ser alarmista, é uma chamada à ação. Embora reconheça que o remate de Reed possa ser considerado “um dos melhores da temporada”, ele enfatiza que a situação que permitiu tal golo deve ser urgentemente abordada. Se o Liverpool deseja controlar os jogos, é imperativo que restrinja o que permite acontecer à entrada da sua própria área, tanto quanto aquilo que cria na frente.

Nos próximos dias, a equipa terá de trabalhar arduamente para corrigir estas lacunas, se quiser não apenas competir, mas também conquistar. O tempo está a esgotar-se e os adeptos exigem respostas.

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