Quarta-feira, Fevereiro 25, 2026

Chelsea pode enfrentar penalizações mais severas que o West Ham após tumulto

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O futebol inglês está em polvorosa após a decisão da Associação de Futebol (FA) de punir Chelsea de forma mais severa do que West Ham United, resultante da confusão explosiva que teve lugar durante o derby londrino em janeiro. Num confronto marcado por tensão, os Blues foram multados em £325,000 (aproximadamente $440,000), enquanto os Hammers receberam uma multa de £300,000. Mas o que levou a esta disparidade nas sanções?

As duas equipas foram consideradas culpadas por “não garantir que os seus jogadores não se comportassem de forma imprópria e/ou provocativa e/ou violenta”. No entanto, o histórico disciplinar de Chelsea pesou negativamente na balança. O relatório oficial da FA não deixou de mencionar o nome do provocador Marc Cucurella, que teve um papel central na confusão.

O embate entre Chelsea e West Ham não é novidade, sendo tradicionalmente um dos mais acirrados na Premier League, mas o que se passou em campo foi um verdadeiro espetáculo de descontrole. Com os Hammers a perderem uma vantagem de 2-0 para estarem a perder 3-2 perto do final, as emoções estavam à flor da pele. O substituto Adama Traoré, em luta por um canto com Cucurella, deu início ao caos:

– O defesa do Chelsea, Cucurella, viu-se em apuros, rastejando no chão na tentativa de interromper Traoré, que reagiu atirando-o para o lado do campo. – João Pedro, em defesa do colega, empurrou Traoré e rapidamente percebeu que a sua intervenção não tinha sido a melhor ideia. – Traoré, virando-se para Pedro, não hesitou em aplicar um empurrão, levando a uma escalada da situação. – Foi então que o defesa francês Jean-Clair Todibo entrou em ação, inicialmente sem fazer contacto limpo, mas logo agarrou o pescoço de Pedro. – Enquanto isso, Wesley Fofana e Traoré estavam envolvidos numa troca de empurrões, atraindo uma multidão de jogadores de ambos os lados. – A confusão só começou a acalmar com a intervenção dos guarda-redes e os apitos frenéticos do árbitro Anthony Taylor.

Taylor acabou por mostrar cartões amarelos a Pedro e Traoré, mas a revisão do vídeo levou à expulsão de Todibo, solidificando a culpa do West Ham na situação.

Apesar das multas, tanto Chelsea como West Ham aceitaram as acusações da FA e mostraram sinais de arrependimento, resultando numa redução inicial das multas em £75,000 para cada clube. Contudo, o comitê regulador independente não aceitou a narrativa de Chelsea como vítimas. A conclusão do relatório foi clara: “Este foi um caso típico em que ambas as partes alegam que, sem as ações da outra, o incidente não teria ocorrido.”

Enquanto Traoré foi o agressor inicial, Cucurella também foi alvo de críticas. O relatório sublinhou que “não foi aceite que o Sr. Cucurella estivesse totalmente isento de culpa”, citando que ele provocou a reação de Traoré ao levantar-se após a falta.

O comportamento dos jogadores do Chelsea durante e após a confusão também foi um ponto de destaque. “Além disso, a Comissão notou que três jogadores do Chelsea estavam, de alguma forma, a incitar o público durante e no final do incidente. Não há justificação para este comportamento, independentemente do que aconteceu durante o jogo ou na confrontação em massa.”

A diferença nas sanções foi amplamente influenciada pelo histórico disciplinar. Este foi o sexto castigo para o Chelsea nos últimos cinco anos, e o terceiro apenas nesta temporada. Em contraste, o West Ham registou apenas três infrações desde a temporada de verão de 2021. Este histórico desastroso de Chelsea foi o fator decisivo que levou à sua multa inflacionada.

Com a primeira divisão a enfrentar intensas críticas e a pressão a aumentar sobre os clubes, resta saber como Chelsea e West Ham irão responder a esta situação e se as medidas tomadas pela FA serão suficientes para evitar novos incidentes no futuro.

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