Sexta-feira, Fevereiro 20, 2026

Clubes indignados com a FIFA por não pagarem 185 milhões da taça do mundo de clubes

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A crescente frustração entre os clubes de futebol ao redor do mundo está a atingir um ponto de ebulição, e tudo se resume a um assunto: os atrasos nos pagamentos prometidos pela FIFA. Um montante colossal de 185 milhões de libras em pagamentos de solidariedade, prometido após o último Mundial de Clubes, ainda não foi distribuído, e os clubes estão a exigir respostas. A situação, conforme reportado por várias fontes, incluindo o The Guardian, é alarmante e levanta questões sérias sobre a gestão financeira da entidade máxima do futebol.

A FIFA havia garantido que os clubes que não participaram do torneio ampliado receberiam uma parte dos lucros, permitindo que os benefícios chegassem a todos, não apenas aos grandes clubes. No entanto, mais de sete meses após o fim da competição, a incerteza reina. Não existe uma linha do tempo confirmada para a liberação dos fundos, nem clareza sobre como esse montante será dividido entre os clubes. Se dividirmos equitativamente, cada clube da primeira divisão do mundo poderia receber cerca de 50 mil libras, uma quantia que, embora possa parecer modesta comparada aos 740 milhões de libras em prêmios distribuídos, representa um apoio vital para muitos clubes menores.

Para estas equipas, especialmente aquelas que jogam em ligas onde os contratos de televisão estão a encolher ou são inexistentes, um pagamento de cinco dígitos pode ser a diferença entre a estabilidade financeira e dificuldades financeiras sérias. Executivos de ligas europeias menores têm clamado por esclarecimentos à FIFA, mas a resposta tem sido um silêncio ensurdecedor.

Não há indícios de que a FIFA não vá efetuar os pagamentos, mas o atraso parece estar ligado a discussões em curso sobre como dividir os 185 milhões de libras entre as seis confederações continentais. A complexidade do processo é aumentada pela variabilidade na representação dos clubes no Mundial de Clubes, o que torna desafiadora a criação de um modelo de distribuição justo. Além disso, muitas confederações carecem de sistemas estabelecidos para distribuir tais fundos, complicando ainda mais a situação.

A UEFA, por exemplo, está a considerar um modelo que se assemelha ao dos pagamentos de solidariedade existentes para clubes que não avançam para a fase de grupos das competições europeias. Contudo, até que os valores finais sejam acordados, nenhuma distribuição poderá ocorrer, perpetuando a incerteza para os clubes necessitados.

As circunstâncias em que o financiamento do torneio foi concluído também não ajudaram. Um contrato de transmissão de 787 milhões de libras com a DAZN foi finalizado apenas meses antes do início do torneio, deixando pouco tempo para estabelecer uma estrutura de pagamento detalhada. A pressão está a aumentar, e os clubes exigem que a FIFA tome medidas imediatas para resolver esta situação. A expectativa é que a entidade se pronuncie em breve, mas, até lá, a frustração e a ansiedade continuam a crescer no seio da comunidade futebolística.

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